Atividade física e comportamento sedentário associados à polifarmácia em idosos brasileiros

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Atividade física e comportamento sedentário associados à polifarmácia em idosos brasileiros

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Title: Atividade física e comportamento sedentário associados à polifarmácia em idosos brasileiros
Author: Nunes, Thainá Goularte
Abstract: O envelhecimento populacional e a elevada carga de doenças crônicas tornam a polifarmácia, definida como o uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos, um desafio clínico crescente entre pessoas idosas. Este estudo analisou a associação entre atividade física no lazer, comportamento sedentário e polifarmácia em idosos brasileiros. Trata-se de estudo observacional, transversal, conduzido segundo as diretrizes do protocolo STROBE, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. A amostra incluiu 22.728 indivíduos com 60 anos ou mais. As exposições principais foram a atividade física no lazer e o comportamento sedentário, mensurado pelo tempo diário de tela. A polifarmácia foi definida como o uso de cinco ou mais medicamentos de uso regular ou contínuo. As associações foram estimadas por regressão de Poisson, com razões de prevalência (RP) brutas e ajustadas e respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%), considerando o delineamento amostral complexo. Os modelos foram ajustados por características sociodemográficas, condições clínicas, multimorbidade e uso de serviços de saúde. A prevalência de polifarmácia foi de 19,1%. Após ajuste, idosos fisicamente ativos no lazer, com prática ≥150 minutos/semana, apresentaram menor prevalência de polifarmácia em comparação aos inativos (RP: 0,81; IC95%: 0,72–0,92). De forma independente, maior tempo de tela associou-se à maior prevalência de polifarmácia, com padrão gradativo: idosos com 3 a 6 horas/dia apresentaram prevalência 22% maior (RP: 1,22; IC95%: 1,10–1,35), enquanto aqueles com mais de 6 horas/dia apresentaram prevalência 43% maior (RP: 1,43; IC95%: 1,30–1,59), em comparação aos idosos com menos de 3 horas/dia. A atividade física no lazer esteve associada a menor prevalência de polifarmácia, enquanto maior tempo em comportamento sedentário esteve associado a maior prevalência desse desfecho. Esses achados indicam que o incentivo a atividade física deve ser considerado nas estratégias de cuidado à pessoa idosa, especialmente na promoção da saúde, preservação funcional e qualificação do uso de medicamentos.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273699
Date: 2026-06-18


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