Antiepilépticos Profiláticos em Hemorragia Intracerebral Não Traumática: uma meta-análise em rede

DSpace Repository

A- A A+

Antiepilépticos Profiláticos em Hemorragia Intracerebral Não Traumática: uma meta-análise em rede

Show full item record

Title: Antiepilépticos Profiláticos em Hemorragia Intracerebral Não Traumática: uma meta-análise em rede
Author: Lima, Natan Lucca; Mezzari, Marcos Henrique da Silva
Abstract: Introdução: A utilidade de drogas antiepilépticas (DAEs) para profilaxia de crises epilépticas após hemorragia intracerebral (HIC) espontânea permanece incerta, com diretrizes baseadas em evidências de baixa qualidade que frequentemente agrupam medicamentos heterogêneos. Conduzimos uma metanálise em rede (NMA) para comparar a eficácia e a segurança de DAEs específicas nesse contexto. Métodos: Foi realizada uma busca sistemática abrangente nas bases PubMed, Embase, Cochrane Library e Web of Science até 22 de outubro de 2025. Incluímos estudos envolvendo adultos com HIC não traumática que comparavam DAEs profiláticos individuais entre si ou com um grupo controle. Empregamos uma NMA Bayesiana com efeitos aleatórios para sintetizar os dados. Os desfechos primários foram incidência de crises precoces e desfecho funcional desfavorável. Os desfechos secundários incluíram eventos adversos, eventos adversos graves, escore NIHSS no último seguimento e mortalidade. O risco de viés foi avaliado usando as ferramentas RoB 2 e ROBINS-I V2, e a certeza da evidência foi avaliada com a abordagem GRADE. Resultados: Dos 2.142 registros identificados, 17 estudos (4 ECRs, 13 observacionais; N = 6.597 pacientes) preencheram os critérios de inclusão. Nenhuma DAE reduziu significativamente as crises precoces ou melhorou os desfechos funcionais em comparação ao placebo. No entanto, as probabilidades de ranqueamento (SUCRA) sugeriram que o valproato foi o mais provável a prevenir crises precoces (SUCRA = 0,8330) e a melhorar desfechos funcionais (SUCRA = 0,7938). O valproato também apresentou a melhor classificação para segurança geral (SUCRA = 0,8085) e melhora do NIHSS (SUCRA = 0,8187), enquanto o levetiracetam apresentou o melhor desempenho para eventos adversos graves (SUCRA = 0,7935). A eslicarbazepina foi associada ao aumento da mortalidade, enquanto o valproato mostrou o perfil mais favorável para esse desfecho (SUCRA = 0,7705). A certeza da evidência entre as comparações variou de baixa a muito baixa. Conclusões: Esta NMA não encontrou evidências robustas para apoiar o uso profilático rotineiro de DAEs após HIC não traumática. No entanto, o valproato demonstrou consistentemente os melhores perfis de eficácia e segurança relativa. Esse achado merece investigação em futuros ECRs, especialmente em subgrupos de pacientes com alto risco de crises pós-HIC.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273693
Date: 2026-06-10


Files in this item

Files Size Format View Description
TCC - Antiepilé ... erebral Não Traumática.pdf 4.948Mb PDF View/Open TCC

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Browse

My Account

Statistics

Compartilhar