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Abstract:
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A contaminação da castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa) por fungos do gênero Aspergillus representa uma preocupação para a qualidade e a segurança do produto, especialmente devido à capacidade de algumas espécies produzirem aflatoxinas. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a aplicação de luz pulsada (PL) e plasma frio (PF) como tecnologias não térmicas para a inativação de Aspergillus spp. na superfície de cascas de castanha-do-Brasil. Para a luz pulsada, inicialmente foram realizados ensaios para avaliar o efeito de diferentes números de pulsos sobre os parâmetros de cor L*, a* e b*, sendo posteriormente selecionadas as fluências de 10,6 J/cm² (cinco pulsos) e 16,96 J/cm² (oito pulsos). A eficiência microbiológica dos tratamentos foi avaliada durante 15 dias de armazenamento, em intervalos de três dias. Ambas as fluências reduziram a população de Aspergillus em relação ao controle, sendo observadas diferenças significativas nos dias 3, 12 e 15. As maiores reduções foram de aproximadamente 1,22 log UFC/g para 10,6 J/cm² e 1,25 log UFC/g para 16,96 J/cm². Entretanto, não foram observadas diferenças significativas entre as duas fluências, enquanto a maior exposição provocou maior alteração global da cor, com ΔE* de 13,39, em comparação a 9,50 para 10,6 J/cm². Dessa forma, a fluência de 10,6 J/cm² apresentou melhor equilíbrio entre redução microbiológica e alteração da coloração. Para o plasma frio, foram avaliados tempos de exposição de 60, 90 e 120 s, mantendo-se tensão de 19 kV e frequência de 2 kHz. Os resultados iniciais indicaram redução da contaminação fúngica; contudo, uma falha na incubadora utilizada para o armazenamento comprometeu a viabilidade do fungo a partir do dia 9, impossibilitando uma avaliação conclusiva do tratamento. Assim, a luz pulsada demonstrou potencial para a descontaminação superficial da castanha-do-Brasil, enquanto novos ensaios com plasma frio são necessários para confirmar sua eficiência. |