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Abstract:
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A crescente incidência de feridas caracteriza um grave problema de saúde pública e influencia negativamente a qualidade de vida daqueles que as portam. A ausência de métodos rápidos, acessíveis e eficazes acarreta em um longo período de tratamento, que por sua vez, comumente não gera resultados satisfatórios na cicatrização. Nesse viés, o uso de métodos acelulares ligados às células-tronco mesenquimais vem ganhando destaque como alternativa terapêutica. As células-tronco mesenquimais destacam-se na regeneração tecidual pela secreção de fatores parácrinos ricos em proteínas solúveis, fatores angiogênicos, fatores de crescimento, citocinas e quimiocinas, sendo a composição do secretoma altamente influenciada pelo meio externo, com destaque para as condições de cultivo celular. As isoflavonas de soja são fitoestrógenos com atividade antioxidante, anti-inflamatória e angiogênica e intensificam a produção de células epiteliais, colágeno e fibroblastos. Quando empregadas no tratamento de células-tronco mesenquimais, estimulam a secreção de fatores de crescimento angiogênicos, impulsionam as propriedades antiapoptóticas e induzem a proliferação e sobrevivência celular. O presente trabalho avaliou a melhor metodologia de extração para as isoflavonas de soja, comparando a extração assistida por microondas e por sonda ultrassônica, a partir dos cotilédones, dos hipocótilos e das sementes de soja. O método de extração por sonda ultrassônica a partir dos cotilédones mostrou-se o mais eficiente, obtendo 3,92 mg/g de daidzeína por quantificação via UPLC-PDA. A análise por HS-GC-MS não detectou a presença de terpenos e compostos orgânicos voláteis, indicando boa seletividade do método para as isoflavonas de interesse. O ensaio de viabilidade celular (MTT) demonstrou ausência de citotoxicidade para o extrato e padrão de daidzeína, com viabilidade celular superior a 80% para todas as concentrações avaliadas; a daidzeína apresentou efeitos proliferativos para as concentrações de 0,1 e 0,25 μg/mL (107,24% e 103,52% em relação ao controle), enquanto o extrato obteve melhor desempenho na concentração de 0,1 μg/mL (99,69%). No condicionamento celular, o extrato de isoflavonas de soja estimulou a secreção de 1,045 μg/μL de proteínas, ligeiramente superior ao grupo estimulado com padrão de daidzeína (1,025 μg/μL) e 17,4% maior que o grupo de controle (0,890 μg/μL). O condicionamento de fibroblastos murinos com secretoma de células-tronco mesenquimais tratadas com extrato de isoflavonas demonstrou atividade celular aproximadamente 20% superior à do grupo de controle. Os resultados sugerem que o extrato de isoflavonas de soja potencializa o efeito regenerativo do secretoma de células-tronco mesenquimais, reforçando seu potencial na cicatrização de feridas. |