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Abstract:
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Introdução: A Doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta a qualidade de vida devido a sintomas motores e não motores, como a fadiga, considerada um dos sintomas mais incapacitantes. A fadiga central, definida como uma redução da capacidade de sustentar o drive neural, é um dos principais contribuintes, mas seus mecanismos permanecem pouco esclarecidos. Objetivo: Este estudo buscou investigar o papel do Sistema Endocanabinoide na fadiga em um modelo experimental de Doença de Parkinson induzido por reserpina, avaliando os efeitos centrais dos antagonistas CB1R (AM251) e CB2R (AM630) sobre a força muscular e a catalepsia. Métodos: Foram utilizados 45 camundongos Swiss submetidos inicialmente à cirurgia para implantação de cânula intracerebroventricular (i.c.v.). Após o período de recuperação cirúrgica, os animais receberam reserpina na dose de 1 mg/kg, por via subcutânea, em duas aplicações realizadas 48 e 24 horas antes dos testes comportamentais. Posteriormente, foram administrados os antagonistas dos receptores canabinoides CB1R e CB2R (AM251 e AM630, respectivamente) pelas cânulas intracerebroventriculares implantadas. As doses utilizadas foram de 0,5 μg/μL para o AM251 e 0,1 μg/μL para o AM630, ambas por via i.c.v. A catalepsia induzida pela reserpina foi avaliada por meio do teste da barra, o desempenho neuromuscular foi analisado pelo teste de força de preensão e a atividade locomotora foi avaliada pelo teste de campo aberto. Resultados e discussão: O AM251, um antagonista do receptor CB1, aboliu a catalepsia e aumentou o tempo de preensão, indicando que a sinalização do CB1 restringe a persistência motora por meio da inibição pré-sináptica do drive excitatório. Em contraste, o AM630, um antagonista do receptor CB2, aumentou a força máxima de preensão sem afetar a persistência ou a inibição motora, sugerindo que a sinalização do CB2 modula a expressão de força, provavelmente por meio de efeitos indiretos sobre a excitabilidade neuronal. O declínio da força permaneceu inalterado, excluindo mecanismos de fadiga periférica. Conclusão: Esses achados demonstram que os receptores canabinoides regulam diferencialmente a fadiga central e a força, revelando uma dissociação entre persistência motora e desempenho máximo no parkinsonismo. |