| Title: | Atividade física de lazer, sedentarismo e sua associação com depressão e sintomas depressivos em idosos Brasileiros: Evidências da Pesquisa Nacional de Saúde 2019 |
| Author: | Miranda, Renata Coutinho; Zattar, Karine |
| Abstract: |
O envelhecimento populacional brasileiro, aliado ao aumento da prevalência de depressão e sintomas depressivos entre idosos, evidencia a importância de investigar fatores que influenciam a saúde mental nessa fase da vida, especialmente os relacionados à atividade física e ao comportamento sedentário. Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre o nível de atividade física, o tempo de comportamento sedentário e a presença de depressão e sintomas depressivos em idosos brasileiros, com base em dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019. Trata-se de um estudo transversal analítico, realizado com indivíduos de 60 anos ou mais. Os sintomas depressivos foram avaliados por meio do instrumento PHQ-9 (ponto de corte ≥10). O nível de atividade física no lazer foi classificado em três categorias: inativos (0 min/semana), insuficientemente ativos (1–149 min/semana) e ativos (≥150 min/semana). O comportamento sedentário foi categorizado segundo o tempo de tela diário: <3 horas, 3–6 horas e ≥6 horas. As associações foram estimadas por regressão de Poisson, ajustada por variáveis sociodemográficas e de saúde, considerando o delineamento complexo da amostra. A amostra totalizou 22.728 idosos (≥60 anos), dos quais 10,7% (IC95%: 10,0 11,5) apresentaram sintomas depressivos e 11,8% (IC95%: 11,1–12,6) relataram diagnóstico médico de depressão. Na análise ajustada, observou-se que a prática de atividade física foi inversamente associada à prevalência de sintomas depressivos: idosos insuficientemente ativos (<150 min/semana) e ativos (≥150 min/semana) apresentaram razões de prevalência de 0,68 (IC95%: 0,53–0,87) e 0,53 (IC95%: 0,44 0,67), respectivamente, em comparação aos inativos. Entre os idosos ativos, verificou se também menor prevalência de depressão (RP=0,83; IC95%: 0,70–0,97). Quanto ao comportamento sedentário, o menor tempo sentado associou-se a menores prevalências de sintomas depressivos: <3 h/dia (RP=0,75; IC95%: 0,64–0,88) e 3–6 h/dia (RP=0,72; IC95%: 0,59–0,88), em relação a ≥6 h/dia. Os achados indicam que a prática regular de atividade física e a redução do comportamento sedentário estão associadas a menores prevalências de sintomas depressivos entre idosos. Esses resultados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à promoção da atividade física e à diminuição do tempo sedentário como estratégias para a melhoria da saúde mental na população idosa brasileira. Population aging in Brazil, combined with the increasing prevalence of depression and depressive symptoms among older adults, underscores the importance of investigating factors that influence mental health in later life, particularly those related to physical activity and sedentary behavior. This study aimed to analyze the association between physical activity levels, sedentary time, and the presence of depression and depressive symptoms among older Brazilian adults, using data from the 2019 National Health Survey (PNS). This was an analytical cross-sectional study conducted with individuals aged 60 years and older. Depressive symptoms were assessed using the PHQ-9 instrument (cutoff ≥10). Leisure-time physical activity was categorized as inactive (0 min/week), insufficiently active (1–149 min/week), and active (≥150 min/week). Sedentary behavior was classified according to daily screen time: <3 hours, 3–6 hours, and ≥6 hours per day. Associations were estimated using Poisson regression models adjusted for sociodemographic and health-related variables, accounting for the complex sampling design. The sample included 22,728 older adults (≥60 years), of whom 10.7% (95% CI: 10.0–11.5) reported depressive symptoms and 11.8% (95% CI: 11.1–12.6) reported a medical diagnosis of depression. In adjusted analyses, physical activity was inversely associated with the prevalence of depressive symptoms: insufficiently active (<150 min/week) and active (≥150 min/week) participants showed prevalence ratios of 0.68 (95% CI: 0.53–0.87) and 0.53 (95% CI: 0.44–0.67), respectively, compared with inactive individuals. Among physically active participants, the prevalence of depression was also lower (PR=0.83; 95% CI: 0.70–0.97). Regarding sedentary behavior, shorter sitting time was associated with lower prevalence of depressive symptoms: <3 h/day (PR=0.75; 95% CI: 0.64–0.88) and 3–6 h/day (PR=0.72; 95% CI: 0.59–0.88), compared with ≥6 h/day. The findings indicate that regular physical activity and reduced sedentary behavior are associated with lower prevalence of depressive symptoms among older adults. These results highlight the need for public health policies promoting physical activity and reducing sedentary time as key strategies to improve mental health among the Brazilian elderly population. |
| Description: | TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271627 |
| Date: | 2025-11-17 |
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