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Abstract:
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A piscicultura marinha enfrenta desafios relacionados à nutrição, sanidade e
sustentabilidade, que limitam seu crescimento e comprometem a produtividade.
Diante disso, torna-se essencial o investimento em estratégias nutricionais que
promovam a saúde e o desempenho dos peixes, especialmente por meio de aditivos
naturais. Este trabalho teve como objetivo avaliar, por meio de uma revisão integrativa
da literatura, os efeitos de produtos naturais extraídos de algas e plantas na dieta de
peixes marinhos, com foco em indicadores de saúde e resistência a enfermidades.
Foram selecionados treze artigos científicos publicados nos últimos cinco anos,
obtidos em bases de dados nacionais e internacionais, utilizando descritores
específicos sobre aditivos alimentares e imunidade em peixes marinhos. A maioria
dos estudos foi realizada com espécies como o robalo europeu (Dicentrarchus labrax),
dourada (Sparus aurata) e salmão-do-Atlântico (Salmo salar), com predomínio de
experimentos conduzidos em fases juvenis, por se tratar de um período crítico do ciclo
produtivo, em que os peixes são mais suscetíveis a enfermidades e respondem
melhor aos estímulos nutricionais. Os compostos avaliados incluíram óleos essenciais
(ex.: alho, tomilho e orégano), extratos vegetais, galactomanano-oligossacarídeos,
biomassa de microalgas e polissacarídeos de macroalgas. Os resultados
demonstraram que esses aditivos atuam como imunomoduladores, antioxidantes e
antimicrobianos, favorecendo a integridade intestinal, a resposta imune e a resistência
a patógenos, com variações dependentes da espécie, tipo de composto, dose e tempo
de suplementação. Observou-se que, na maioria dos estudos, não houve prejuízo ao
desempenho zootécnico, e em alguns casos houve melhora no ganho de peso,
conversão alimentar e sobrevivência. Além dos benefícios identificados, a revisão
também apontou lacunas relevantes, como a escassez de estudos com peixes
marinhos nativos do Brasil, a necessidade de padronização das metodologias e a
avaliação dos efeitos em longo prazo. Considerando que os peixes marinhos
apresentam exigências nutricionais distintas dos peixes de água doce, os aditivos de
origem vegetal e algal se mostram como alternativas promissoras para a promoção
da saúde e sustentabilidade da produção aquícola. Este estudo reforça a importância
de avançar nas pesquisas com foco em espécies marinhas, adaptando os compostos
às suas características fisiológicas e buscando soluções que reduzam a dependência
de antibióticos e promovam maior segurança alimentar |