|
Abstract:
|
Um dos fatores limitantes para a expansão tritícola nas regiões centrais do país ou para o cultivo em safrinha é a ocorrência de altas temperaturas ao longo do ciclo da cultura. Redução no perfilhamento, comprometimento da diferenciação de espiguetas e indução floral são alguns dos efeitos negativos do estresse térmico sobre a cultura. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito da temperatura durante o estádio de diferenciação de espiguetas sobre o crescimento e os componentes produtivos de cultivares de trigo. O experimento foi conduzido em casa de vegetação, com o delineamento experimental de blocos casualizados em esquema fatorial 2x4, com quatro repetições. O primeiro fator foi composto por dois regimes de temperaturas, 16˚C/9˚C e 25˚C/16˚C (temperatura diurna/noturna). O segundo fator foi composto por quatro cultivares de trigo: BRS 394, BRS 331, BRS Parrudo e BRS Guamirim. Os componentes de produção, entre eles número de espiguetas por espiga, comprimento da ráquis, número de grãos por espiga e a massa de mil grãos, foram avaliados em termos médios por planta e de forma individual. Para a avaliação individual de colmo principal e perfilhos, calculou-se a variância e os valores máximos e mínimos. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste F, uma vez detectadas variações significativas, as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p<0,05). Os regimes de temperatura testados durante a fase de diferenciação de espigueta não afetaram os componentes de rendimento da cultura, tampouco a uniformidade morfológica e produtiva dos perfilhos. |