Olha pra mim! inclusão/exclusão e violências nas memórias de estudantes de um curso de Pedagogia: Caroline Kern ; orientadora, Ana Maria Borges de Sousa, coorientadora, Silvia Zanatta Da Ros

Repositório institucional da UFSC

A- A A+

Olha pra mim! inclusão/exclusão e violências nas memórias de estudantes de um curso de Pedagogia: Caroline Kern ; orientadora, Ana Maria Borges de Sousa, coorientadora, Silvia Zanatta Da Ros

Mostrar registro completo

Título: Olha pra mim! inclusão/exclusão e violências nas memórias de estudantes de um curso de Pedagogia: Caroline Kern ; orientadora, Ana Maria Borges de Sousa, coorientadora, Silvia Zanatta Da Ros
Autor: Kern, Caroline
Resumo: Esta tese pretendeu evidenciar determinados contextos que revelam violênciasvivenciadas no decorrer da escolarização (ensino fundamentale médio) por estudantes de um curso de pedagogia e que apontam paraprocessos de inclusão/exclusão escolar. Considerando essa questão inicial,foi importante problematizar os contextos de violências escolaresrelatados por esses estudantes, estabelecendo a relação entre o espaço intramurosda escola e a sociedade; discutir as questões centrais que se entrelaçamnos discursos enunciados dos sujeitos de pesquisa e entre eles eaqueles constantes nos dispositivos jurídicos; contribuir para maior aprofundamentoe abrangência dos estudos que envolvem inclusão/exclusão eviolências, cotejando os dispositivos jurídicos que fundamentam as políticasnacionais de educação inclusiva com os relatos escritos em memoriaisdescritivos da vida escolar dos referidos estudantes. A pesquisa, decunho qualitativo, pretendeu visibilizar as vozes dos sujeitos de pesquisa,constituindo um diálogo em que seus relatos fossem escutados/ouvidos/sentidos em acordo com a posição alteritária bakhtiniana. Os memoriaisda vida escolar, fonte documental, compuseram o corpus de análise juntoa outros relatos obtidos no exercício das atividades docentes da pesquisadorano ensino superior e cotejados com os dispositivos jurídicos(Estatuto da Criança e do Adolescente, Lei n. 8069 de 13 de julho de1990, e Constituição Federal da República Federativa/1988) que amparamos pressupostos teóricos das políticas públicas de educação inclusivano país. Tais documentos orientaram o tema geral desta tese, qual seja:?Agredidos? e ?agressores? no espaço intramuros da escola não se opõemum ao outro, mas constituem um mesmo processo, no qual as violênciase a inclusão/exclusão se fazem conteúdo na/da escola. Conteúdo que étambém constituído e constituidor de contextos sociais mais amplos (relaçõessociais). O estudo partiu do pressuposto de que as violências compõema tríade com a inclusão/exclusão, lugar onde a questão central desteestudo se coloca. Pretendeu-se visibilizar as contradições escolares queforjam violências e que se distanciam e se aproximam das diretrizes edos dispositivos da denominada educação inclusiva, dispositivos essesque, paradoxalmente, constroem processos de exclusão. Como o conceitode violências encontra diferentes significados em acordo com o tempohistórico, as condições sociais e a cultura, as violências foram aqui compreendidascomo algo que fundamenta e representa as relações existentesnesta sociedade, em que, ao fundamentá-las, são base necessária aosprocessos de inclusão/exclusão escolar. A problematização das chamadasviolências na ?temporalidade? presente é mediada pela compreensão deque o sujeito cartesiano, à parte das relações sociais, é ou não violentoem si/para si. A violência estrutural do âmago da sociedade capitalista,enquanto produto social, como expressão dos pilares necessários à sustentaçãodo todo social e fundamentando-o dilata esses pilares. Comoreferencial de base, assumiram-se os pressupostos do materialismo históricodialético e algumas aproximações com a teoria bakhtiniana, pormeio de conceitos que auxiliaram a compreensão dos processos escolaresem que inclusão/exclusão e violências estiveram evidenciadas.<br>Esta tesis pretendió evidenciar determinados contextos que revelan violenciasvividas en el correr de la escolaridad (enseñanza fundamental ymedia) por estudiantes de un curso de graduación en pedagogía y queapuntan a procesos de inclusión/exclusión escolar. Considerando esacuestión inicial, fue importante problematizar los contextos de violenciaescolares relatados por esos estudiantes, estableciendo la relación entreel espacio intramuros escuela y la sociedad; discutir las cuestionescentrales que se entrelazan en los discursos mencionados de los sujetosde investigación y entre ellos y aquellos constantes en los dispositivosjurídicos; contribuir para una mayor profundidad y abarcadura de losestudios que envuelven inclusión/exclusión y violencias, cotejando losdispositivos jurídicos que fundamentan las políticas nacionales de educacióninclusiva con los relatos escritos en memoriales descriptivos de lavida escolar de los referidos estudiantes. La investigación de cuño cualitativopretendió visibilizar las voces de los sujetos de investigación constituyendoun diálogo en que sus relatos fueran escuchados/oídos/sentidosen acuerdo con la posición alteritaria bakhtiniana. Los memoriales dela vida escolar, fuente documental, compusieron el ?corpus? de análisisjunto a otros relatos obtenidos en el ejercicio de las actividades docentesde la investigadora en la enseñanza superior y cotejados con los dispositivosjurídicos (Estatuto del Niño y del Adolescente Ley n.8069 del 13de julio de 1990, Constitución Federal de la República Federativa/1988)que amparan las hipotéticas teorías de las políticas públicas de educacióninclusiva en el país. Tales documentos orientaron el tema general de estatesis, cual sea: ?Agredidos y agresores? en el espacio intramuros de la escuelano se oponen uno a otro, pero constituyen un mismo proceso, en elcual las violencias y la inclusión/exclusión se convierten en el contenidoen/de la escuela. Contenido que es también constituido y constituidor decontextos sociales más amplios (relaciones sociales). El estudio partió dela suposición de que las violencias componen la tríada con la inclusión/exclusión, lugar donde la cuestión central de este estudio se coloca. Sepretendió visibilizar las contradicciones escolares que crean violenciasy que se distancian y se aproximan de las directrices y de los dispositivosde la denominada educación inclusiva, esos dispositivos que contradictoriamenteconstruyen procesos de exclusión. Como el conceptode violencias encuentra diferentes significados concordando con el tiempohistórico, las condiciones sociales y la cultura, las violencias fueronaquí entendidas como algo que fundamenta y representa las relacionesexistentes en esta sociedad, en que, al fundamentarlas, son base necesariaa los procesos de inclusión/exclusión escolar. La problemática delas llamadas violencias en la ?temporalidad? presente y mediada por lacomprensión de que el sujeto cartesiano, además de las relaciones sociales,es o no violento en si/para si. La violencia estructural de la esenciade la sociedad capitalista siendo ella producto social como expresión delos pilares necesarios para la sustentación del todo social y fundamentándolo,dilata esos pilares. Como referencia se asumen las hipótesis delmaterialismo histórico dialéctico y algunas aproximaciones con la teoríabakhtiniana, por medio de los conceptos que auxiliaron la comprensiónde los procesos escolares en que inclusión/exclusión y violencias estuvieronevidenciadas.
Descrição: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-graduação em Educação, Florianópolis, 2014.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/129649
Data: 2014


Arquivos deste item

Arquivos Tamanho Formato Visualização
328222.pdf 10.37Mb PDF Visualizar/Abrir

Este item aparece na(s) seguinte(s) coleção(s)

Mostrar registro completo

Buscar DSpace


Busca avançada

Navegar

Minha conta

Estatística

Compartilhar