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Abstract:
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Este trabalho, resultado do plano de atividades chamado “Representações do falar florianopolitano em publicações não acadêmicas”, integra o projeto de pesquisa intitulado “Mapeamento da diversidade linguística do português falado em Florianópolis (SC)”. Neste projeto, foi feito um levantamento das publicações não acadêmicas sobre o falar florianopolitano, ou seja, em jornais, blogs, posts em redes sociais, etc. O objetivo da pesquisa é entender quais características linguísticas e sociais são associadas ao nativo de Florianópolis (também chamado de manezinho) e como as pessoas florianopolitanas são representadas. Com isso, foi feita uma pesquisa sobre o falar florianopolitano a partir de 10 textos de jornais, sites e blogs selecionados para compor os dados. Os textos foram analisados e descritos em tabelas, sistematizando as variáveis linguísticas e as representações da pessoa florianopolitana. Então, com os dados, foram produzidos mapas mentais para analisar de forma mais visual o resultado. Os principais resultados obtidos sobre as variáveis linguísticas associadas ao falar florianopolitano foram a fala rápida, a fala cantada e a utilização de palavras no diminutivo. Além disso, várias expressões foram apresentadas como típicas de Florianópolis. É o caso, por exemplo, de: “istepô/ixtêpo”, “bucica”, “tanso”, “dax um banho/dazumbanho”. As representações das pessoas nativas de Florianópolis mais citadas foram: pescador, homem, rendeira, benzedeira e uma pessoa com orgulho de sua cultura. Nos textos, foi percebida a ideia recorrente de “recuperar” algo que foi perdido no passado. Os manezinhos são frequentemente representados como pessoas que se sentem invadidas com a vinda dos “de fora” (dado que Florianópolis é uma cidade turística), e que têm orgulho de serem manezinhos. Em razão disso, existem iniciativas que buscam “recuperar” a cultura manezinha em Florianópolis, inclusive por meio do comércio para turistas, marcado pela venda de roupas, canecas, azulejos etc. ligados à cultura nativa. Esse movimento parece associado ao conceito de Félix Guattari de cultura mercadoria, já que produtos culturais são produzidos visando o lucro. |