Relação da polifarmácia e da atividade física com o declínio cognitivo nos idosos.
Author:
Cardoso, Isadora
Abstract:
Objetivo: Analisar os efeitos independentes e conjuntos dos níveis de atividade física e da polifarmácia sobre o provável declínio cognitivo em pessoas idosas participantes do estudo EpiFloripa no Brasil, vinculado ao projeto “Uso de machine learning e inteligência artificial na predição do envelhecimento saudável: estudo longitudinal Epifloripa”. Métodos: Análise transversal com dados da terceira onda da pesquisa EpiFloripa Idoso (2017/2019). A polifarmácia e a atividade física moderada a vigorosa (AFMV) no lazer foram consideradas as principais exposições. A combinação destas variáveis resultou em seis categorias: inativo e com polifarmácia; inativo e sem polifarmácia; insuficientemente ativo e com polifarmácia; insuficientemente ativo e sem polifarmácia; ativo e com polifarmácia; e ativo e sem polifarmácia. A Odds Ratio (OR) foi empregada como medida de associação, estimada por meio da análise de Regressão Logística. Resultados: Participaram do estudo 1.335 pessoas idosas, das quais 40,0% apresentavam polifarmácia e 20,5% provável declínio cognitivo. Na análise ajustada, a polifarmácia esteve associada à maior chance de provável declínio cognitivo (OR=1,74; IC95%: 1,19–2,56), enquanto a atividade física esteve associada a menores chances do desfecho. Na análise dos efeitos combinados, o grupo ativo e sem polifarmácia apresentou a maior magnitude de efeito protetor (OR=0,24; IC95%: 0,10–0,57). Conclusão: A polifarmácia e a atividade física apresentaram efeitos independentes e conjuntos sobre o provável declínio cognitivo, sendo observada a maior magnitude de efeito protetor entre os indivíduos ativos e sem polifarmácia.