Provas digitais ilícitas no processo penal brasileiro: admissibilidade e limites constitucionais
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Title:
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Provas digitais ilícitas no processo penal brasileiro: admissibilidade e limites constitucionais |
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Author:
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Razzini, Joice
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Abstract:
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O presente trabalho analisa os limites constitucionais para a admissibilidade de
provas digitais obtidas de forma ilícita no processo penal brasileiro, com especial
atenção às consequências processuais da quebra da cadeia de custódia. Parte-se
da hipótese de que a ausência total de documentação da cadeia de custódia da
prova digital deve acarretar sua inadmissibilidade, independentemente de a coleta
ter sido realizada por agente estatal ou por particular e independentemente da
demonstração de indícios concretos de adulteração, ao passo que irregularidades
pontuais ou parciais comportam valoração judicial à luz do conjunto probatório
remanescente. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica e
documental, fundada na análise da doutrina processual penal e constitucional e de
decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça
selecionadas no período de 2016 a 2026. Examina-se, inicialmente, o conceito de
prova digital, suas categorias e os fundamentos teóricos da cadeia de custódia como
garantia de autenticidade e integridade da fonte de prova. Analisa-se, em seguida, o
entendimento do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça sobre
os limites constitucionais à utilização da prova digital, identificando-se divergências
internas quanto às consequências processuais da quebra da cadeia de custódia, à
aplicação do princípio do tempus regit actum e ao tratamento conferido à prova
produzida por particulares. Verifica-se, por fim, a aplicação desses parâmetros em
caso concreto, a partir do exame do Habeas Corpus 242.921/DF, no qual a ausência
de documentação técnica sobre a extração de dados sustentou condenação mantida
por quase uma década antes de sua anulação. Os resultados confirmam a hipótese
formulada, evidenciando que a ausência total de documentação compromete, por si
só, a confiabilidade epistêmica da prova digital, e revelam que essa posição
permanece minoritária e contestada na própria jurisprudência dos Tribunais
Superiores, o que indica a necessidade de maior uniformização do tratamento
conferido à prova digital ilícita no processo penal brasileiro. |
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Description:
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TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Jurídicas. Direito. |
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URI:
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https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274315
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Date:
|
2026-06-30 |
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