ATOS INTERNA CORPORIS E SEPARAÇÃO DE PODERES: A Impossibilidade de prorrogação da CPMI do INSS sob a ótica do STF
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Title:
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ATOS INTERNA CORPORIS E SEPARAÇÃO DE PODERES: A Impossibilidade de prorrogação da CPMI do INSS sob a ótica do STF |
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Author:
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Borges, Luis Eduardo Werner
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Abstract:
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O trabalho analisa a evolução da postura institucional do Supremo Tribunal Federal (STF)
diante do controle jurisdicional de atos interna corporis praticados pelo Poder Legislativo, com
enfoque na tensão entre o estatuto constitucional das minorias parlamentares e o princípio da
separação dos poderes. Busca-se examinar a transição histórica da jurisprudência da Corte, que
partiu de um ativismo corretivo para resguardar o direito de oposição até alcançar a atual fase
de autocontenção judicial. Como objeto de análise, utiliza-se o fenômeno da judicialização da
política e a resposta jurisdicional consubstanciada na tese do Tema de Repercussão Geral 1.120,
culminando no estudo de caso do julgamento do Mandado de Segurança n. 40.799, referente à
tentativa de prorrogação da CPMI do INSS. Com isso, visa-se avaliar como a Suprema Corte
baliza os limites da sua intervenção. O problema da pesquisa cinge-se em aferir se é legítimo o
controle jurisdicional para determinar, compulsoriamente, a prorrogação de uma Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) ou se a deliberação sobre o prosseguimento de seus trabalhos
consubstancia-se em um ato interna corporis imune à intervenção do Supremo Tribunal
Federal. Como objetivos específicos, o estudo busca: a) traçar um panorama geral da tutela do
princípio da separação dos poderes e da natureza jurídica dos atos interna corporis no
ordenamento brasileiro; b) examinar, sob uma perspectiva dogmática e histórica, a oscilação da
jurisprudência do STF entre a relativização procedimental e a autocontenção estratégica; e c)
analisar se os debates e votos proferidos no MS 40.799 consagram o respeito ao regimento
parlamentar em detrimento de uma suposta prorrogação automática. Adota-se o método
dedutivo, em uma pesquisa exploratória e descritiva de abordagem qualitativa, utilizando-se de
revisão bibliográfica, documental e estudo de caso. Como resultado, conclui-se que o STF
consolidou a sua postura de autocontenção, decidindo que a prorrogação de uma comissão
investigativa é um autêntico ato de natureza interna corporis submetido à conveniência e
deliberação majoritária da Casa Legislativa, não consistindo em desdobramento do direito
público subjetivo da minoria, confirmando a ilegitimidade da interferência judicial. |
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Description:
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TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
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URI:
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https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274313
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Date:
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2026-07-01 |
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