A nova casa grande: mulheres submetidas ao trabalho doméstico análogo à escravização contemporânea no Brasil.
Show simple item record
| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor |
Andrade, Camila Damasceno de |
|
| dc.contributor.author |
Maciel, Emily Lanzarin |
|
| dc.date.accessioned |
2026-07-15T15:16:55Z |
|
| dc.date.available |
2026-07-15T15:16:55Z |
|
| dc.date.issued |
2026-07-02 |
|
| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274312 |
|
| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
O presente trabalho de conclusão de curso investiga a persistência da escravização doméstica contemporânea no Brasil, analisando as estruturas histórico-sociais de poder que sustentam a exploração de mulheres negras no âmbito privado sob a metáfora das "Casas-Grandes" do século XXI. A pesquisa tem como objetivo central analisar de que maneira os marcadores sociais de raça, gênero e classe, aliados ao racismo estrutural e ao patriarcado, inviabilizam a plena eficácia dos marcos normativos vigentes. Para alcançar tal finalidade, adota uma abordagem metodológica qualitativa, fundamentada em procedimentos de pesquisa bibliográfica e documental, com apoio teórico na criminologia crítica e na teoria da interseccionalidade. Utiliza o diagnóstico estatístico para evidenciar a subnotificação e a invisibilidade sistêmica do fenômeno no cenário nacional. A discussão aborda o conflito entre o preceito constitucional da inviolabilidade do domicílio e a necessidade de fiscalização do trabalho, destacando como a interpretação judicial da proteção à intimidade do empregador funciona como um escudo jurídico que dificulta a produção de provas. Examina, ainda, a denominada "falácia do afeto", mecanismo utilizado para camuflar a exploração por meio de supostos vínculos familiares que neutralizam a percepção da violação de direitos. O estudo identifica a existência de um grave vazio assistencial no período pós-resgate, caracterizado pela ausência de abrigamento especializado e pela aplicação de protocolos inadequados que comprometem a reconquista da autonomia dos sobreviventes. Conclui que a liberdade formal garantida pelo Estado é insuficiente quando desacompanhada de políticas públicas de reparação e reinserção socioeconômica, reforçando a urgência de uma descolonização das instâncias jurídicas para o efetivo enfrentamento da servidão doméstica moderna. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
75 |
pt_BR |
| dc.language.iso |
por |
pt_BR |
| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
pt_BR |
| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Escravização doméstica. Racismo estrutural. Interseccionalidade. Direitos humanos. Políticas públicas. |
pt_BR |
| dc.title |
A nova casa grande: mulheres submetidas ao trabalho doméstico análogo à escravização contemporânea no Brasil. |
pt_BR |
| dc.type |
TCCgrad |
pt_BR |
| dc.contributor.advisor-co |
Barbosa, Gabriela Jacinto |
|
Files in this item
This item appears in the following Collection(s)
Show simple item record
Search DSpace
Browse
-
All of DSpace
-
This Collection
My Account
Statistics
Compartilhar