| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Cunha, Belinda Pereira da |
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| dc.contributor.author |
Bender, Gabriel Murilo Grando |
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| dc.date.accessioned |
2026-07-15T15:03:07Z |
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| dc.date.available |
2026-07-15T15:03:07Z |
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| dc.date.issued |
2026-06-30 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274304 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
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| dc.description.abstract |
O presente trabalho de conclusão de curso analisa a responsabilidade civil do cirurgião plástico
nas cirurgias plásticas estéticas eletivas, examinando se a sua caracterização como uma
obrigação de resultado tem conduzido a uma indevida ampliação da responsabilização desse
profissional. Para tanto, percorreu a evolução histórica da responsabilidade civil, desde os
primórdios até a sua constitucionalização e objetivação no direito brasileiro, bem como expôs
os pressupostos que estruturam o dever de indenizar, quais sejam, a conduta, o dano, o nexo de
causalidade e, na responsabilidade subjetiva, a culpa ou o dolo. Investigou, ainda, a distinção
entre obrigação de meio e obrigação de resultado e a natureza jurídica contratual e sui generis
da relação médico-paciente, situando os direitos e deveres do profissional e a tutela conferida
ao paciente. Reconheceu que, embora a responsabilidade médica seja, em regra, subjetiva e
fundada na obrigação de meio, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça consolidou o
entendimento de que a cirurgia plástica meramente embelezadora configura obrigação de
resultado, da qual decorre a presunção de culpa e a inversão do ônus da prova. Adotou o método
dedutivo, partindo das premissas gerais da responsabilidade civil para examinar a sua aplicação
concreta, e valeu-se de revisão bibliográfica e de análise de precedentes do Superior Tribunal
de Justiça e dos Tribunais de Justiça de Santa Catarina, de São Paulo e do Paraná. Constatou
que a conjugação entre o subjetivismo inerente ao resultado estético, a mitigação do encargo
probatório do paciente e o rigor da prova imposta ao profissional, frequentemente próxima da
prova diabólica, esvazia o elemento culpa e produz uma objetivação indireta da
responsabilidade, fazendo o regime nominalmente subjetivo operar segundo a lógica da
responsabilidade objetiva. Demonstrou que essa dificuldade se agrava na denominada zona
cinzenta entre os procedimentos reparadores e os embelezadores, em que o fracionamento da
obrigação acentua a insegurança jurídica. Concluiu que a responsabilização do cirurgião
plástico deve permanecer vinculada à efetiva demonstração de culpa, sob pena de convertê-lo
em garantidor de um resultado que a ciência médica não pode assegurar. |
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| dc.description.abstract |
This undergraduate thesis analyzes the civil liability of the plastic surgeon in elective aesthetic
plastic surgeries, examining whether its characterization as an obligation of result has led to an
undue expansion of this professional's liability. To this end, it traced the historical evolution of
civil liability, from its origins to its constitutionalization and shift toward strict liability in
Brazilian law, and it set out the elements that structure the duty to indemnify, namely conduct,
damage, the causal link, and, in fault-based liability, negligence or intent. It further investigated
the distinction between an obligation of means and an obligation of result, as well as the
contractual and sui generis legal nature of the physician and patient relationship, situating the
professional's rights and duties and the protection afforded to the patient. It acknowledged that,
although medical liability is, as a rule, fault-based and grounded in an obligation of means, the
case law of the Superior Court of Justice has consolidated the understanding that merely
cosmetic plastic surgery constitutes an obligation of result, from which a presumption of fault
and a reversal of the burden of proof arise. It adopted the deductive method, proceeding from
the general premises of civil liability to examine its concrete application, and it drew on a
literature review and on an analysis of precedents of the Superior Court of Justice and of the
State Courts of Justice of Santa Catarina, São Paulo, and Paraná. It found that the combination
of the subjectivism inherent in the aesthetic outcome, the mitigation of the patient's evidentiary
burden, and the stringency of the proof imposed on the professional, often bordering on probatio
diabolica, empties out the element of fault and produces an indirect objectification of liability,
causing the nominally fault-based regime to operate according to the logic of strict liability. It
demonstrated that this difficulty is aggravated in the so-called gray area between reconstructive
and cosmetic procedures, in which the splitting of the obligation heightens legal uncertainty. It
concluded that the plastic surgeon's liability must remain tied to the effective demonstration of
fault, lest the surgeon be turned into a guarantor of a result that medical science cannot ensure. |
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| dc.format.extent |
90 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Responsabilidade civil médica |
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| dc.subject |
Cirurgia plástica estética eletiva |
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| dc.subject |
Obrigação de resultado |
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| dc.subject |
Culpa presumida |
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| dc.title |
Responsabilidade civil do cirurgião plástico em procedimentos estéticos eletivos: obrigação de resultado e limites da responsabilidade médica |
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| dc.type |
TCCgrad |
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