Mulheres empreendedoras e IA generativa: aprendizagem, integração e transformações no trabalho.
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Title:
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Mulheres empreendedoras e IA generativa: aprendizagem, integração e transformações no trabalho. |
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Author:
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Sartori, Rafaela Sulenta
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Abstract:
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Este estudo investigou como empreendedoras mulheres no Brasil utilizam ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG) em seus negócios. Diante da lacuna de pesquisas qualitativas sobre a experiência de mulheres nesse campo, especialmente entre micro e pequenas empreendedoras, definiram-se como objetivos específicos descrever as formas de contato com a tecnologia, identificar estratégias de aprendizagem e integração, explorar percepções sobre mudanças em produtividade, inovação e gestão, e analisar barreiras e condições estruturais que influenciam sua adoção. A pesquisa adotou abordagem qualitativa, de caráter descritivo-interpretativo, com coleta de dados por meio de dez entrevistas semiestruturadas com empreendedoras por oportunidade, residentes em Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, com ensino superior completo e atuação em micro e pequenas empresas dos setores de serviços e economia criativa. Os dados foram tratados por meio da Análise Temática proposta por Braun e Clarke (2006), em estratégia híbrida que articulou movimentos indutivos e interpretação teórica. Os resultados evidenciaram que o contato inicial com a IAG ocorreu majoritariamente por vias informais e relacionais, com destaque para a mediação técnica exercida por figuras masculinas próximas como porta de entrada à tecnologia. A aprendizagem caracterizou-se como processo autodirigido e exploratório, ancorado em tentativa e erro e em microlearning via redes sociais, evoluindo para configurações avançadas de agentes treinados com identidade de marca. Identificou-se também um paradoxo da produtividade: os ganhos de eficiência não se traduziram em redução da jornada de trabalho, sendo reinvestidos em novas demandas e na expansão dos negócios. A IAG foi percebida como uma parceria de cocriação, um "copiloto", na qual a agência e a curadoria permanecem centralizadas na empreendedora, que desenvolve desconfiança calibrada diante de alucinações, respostas genéricas e opacidade no uso de dados. Conclui-se que a adoção da IAG por essas empreendedoras constitui um processo social e situado, atravessado por condições estruturais de gênero, no qual a tecnologia amplia a capacidade operacional sem eliminar as tensões do trabalho feminino, reforçando a centralidade da agência humana nesse processo. |
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Description:
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TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Administração. |
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URI:
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https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274293
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Date:
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2026-06-23 |
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