| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Leonetti, Carlos Araújo |
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| dc.contributor.author |
Gasparoto, Natali Alana Vieira |
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| dc.date.accessioned |
2026-07-03T17:50:36Z |
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| dc.date.available |
2026-07-03T17:50:36Z |
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| dc.date.issued |
2026-06-24 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273739 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
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| dc.description.abstract |
O presente trabalho analisa a tributação de produtos de higiene menstrual no Brasil,
conhecida como tampon tax, à luz da justiça fiscal, da igualdade de gênero e da
reforma tributária. A pesquisa parte da constatação de que a tributação sobre o
consumo, embora formalmente neutra, pode produzir efeitos desproporcionais sobre
grupos socialmente vulnerabilizados, especialmente quando incide sobre bens
indispensáveis à saúde, à higiene e à dignidade humana. Nesse contexto, examina-
se em que medida a tributação de absorventes, tampões higiênicos, coletores
menstruais e produtos similares reproduz desigualdades de gênero ou contribui para
sua mitigação, considerando os princípios constitucionais da igualdade tributária, da
seletividade em função da essencialidade e da capacidade contributiva. A
investigação adota metodologia qualitativa, de caráter jurídico-dogmático, com base
em pesquisa bibliográfica e documental, abrangendo doutrina tributária e
constitucional, dados sobre pobreza menstrual, legislação nacional, experiências
comparadas e alterações introduzidas pela Emenda Constitucional no 132/2023 e pela
Lei Complementar no 214/2025. Verifica-se que, antes da reforma tributária, o
tratamento fiscal conferido aos produtos de higiene menstrual era marcado por
fragmentação normativa, ausência de uniformidade e insuficiente reconhecimento de
sua essencialidade, especialmente no âmbito da tributação sobre o consumo. Conclui-
se que a previsão de alíquota zero do IBS e da CBS para produtos de cuidados
básicos à saúde menstrual representa avanço relevante na perspectiva da justiça
fiscal de gênero. Contudo, tal medida, isoladamente, não é suficiente para enfrentar a
pobreza menstrual em sua dimensão estrutural, sobretudo se não houver controle do
repasse da desoneração ao preço final e políticas públicas voltadas à distribuição
gratuita desses produtos. Assim, a análise da tampon tax evidencia os limites da
neutralidade fiscal e reforça a necessidade de construção de um sistema tributário
comprometido com a igualdade material, a dignidade humana e a superação de
desigualdades estruturais. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
This undergraduate thesis analyzes the taxation of menstrual hygiene products in
Brazil, known as the tampon tax, in light of fiscal justice, gender equality, and tax
reform. The research starts from the premise that consumption taxation, although
formally neutral, may produce disproportionate effects on socially vulnerable groups,
especially when it applies to goods that are essential to health, hygiene, and human
dignity. In this context, the study examines the extent to which the taxation of sanitary
pads, tampons, menstrual cups, and similar products reproduces gender inequalities
or contributes to their mitigation, considering the constitutional principles of tax
equality, selectivity based on essentiality, and ability to pay. The research adopts a
qualitative, legal-dogmatic methodology, based on bibliographical and documentary
analysis, encompassing tax and constitutional law scholarship, data on menstrual
poverty, national legislation, comparative experiences, and the changes introduced by
Constitutional Amendment No. 132/2023 and Complementary Law No. 214/2025. The
study finds that, before the tax reform, the tax treatment granted to menstrual hygiene
products was marked by normative fragmentation, lack of uniformity, and insufficient
recognition of their essential nature, especially within consumption taxation. It
concludes that the provision establishing a zero rate for IBS and CBS on basic
menstrual health care products represents a relevant step forward from the perspective
of gender-based fiscal justice. However, this measure, taken in isolation, is not
sufficient to address menstrual poverty in its structural dimension, particularly without
mechanisms to ensure that tax relief is effectively passed on to final consumer prices
and without public policies aimed at the free distribution of these products. Thus, the
analysis of the tampon tax reveals the limits of fiscal neutrality and reinforces the need
to build a tax system committed to substantive equality, human dignity, and the
overcoming of structural inequalities. |
pt_BR |
| dc.format.extent |
89 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Tampon tax |
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| dc.subject |
Justiça fiscal |
pt_BR |
| dc.subject |
Igualdade de gênero |
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| dc.subject |
Pobreza menstrual |
pt_BR |
| dc.subject |
Reforma tributária |
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| dc.title |
A tributação de produtos de higiene menstrual no Brasil (tampon tax): uma análise à luz da justiça fiscal, da igualdade de gênero e da reforma tributária |
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| dc.type |
TCCgrad |
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| dc.contributor.advisor-co |
Zappelini, Thiago Mondo |
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