Manejo não farmacológico de pessoas com esquizofrenia e sua aplicabilidade na atenção primária à saúde: uma revisão de escopo
Show full item record
|
Title:
|
Manejo não farmacológico de pessoas com esquizofrenia e sua aplicabilidade na atenção primária à saúde: uma revisão de escopo |
|
Author:
|
Rockenbach, Victor Bruno Ribeiro
|
|
Abstract:
|
Introdução: A esquizofrenia e outros transtornos psicóticos representam um importante desafio de saúde pública, com elevado impacto funcional e necessidade de cuidado contínuo. Apesar da relevância das abordagens psicossociais, o manejo dessas condições nos diferentes níveis de atenção ainda é, majoritariamente, centrado no tratamento farmacológico. Objetivo: Mapear as evidências científicas acerca do manejo não farmacológico de pessoas com esquizofrenia e outros transtornos psicóticos com potencial de aplicação em ambientes de atenção primária. Métodos: Revisão de escopo conduzida inspirada nas recomendações metodológicas do Joanna Briggs Institute e diretrizes PRISMA-ScR. A pergunta de pesquisa foi estruturada pela estratégia PCC (População: pessoas no espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos; Conceito: manejo não farmacológico; Contexto: atenção primária à saúde). A busca foi realizada nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde em junho de 2025, utilizando os descritores schizophrenia AND treatment AND primary health care. Foram incluídos ensaios clínicos, ensaios clínicos randomizados e guias de prática clínica publicados entre 2015 e 2025. Resultados: Foram identificados 557 estudos, dos quais 19 atenderam aos critérios de elegibilidade e compuseram a amostra final. As intervenções não farmacológicas encontradas incluíram terapias psicológicas, intervenções psicossociais, programas de atividades físicas, práticas integrativas, tecnologias digitais e programas comunitários de reabilitação. Terapias cognitivas e comportamentais, exercícios físicos e yoga mostraram benefícios em sintomas, cognição e qualidade de vida. Tecnologias digitais, como aplicativos e intervenções por videoconferência, demonstraram potencial para melhorar adesão ao tratamento e acompanhamento clínico. Estratégias baseadas na família, na comunidade e em terapias em grupo mostraram impacto positivo no funcionamento social, na autonomia e na redução do estigma. Conclusão: As evidências indicam que intervenções não farmacológicas desempenham papel relevante no manejo da esquizofrenia, complementando o tratamento medicamentoso e contribuindo para a recuperação funcional. Entretanto, a literatura específica sobre sua implementação na atenção primária ainda é limitada. Novos estudos são necessários para avaliar a efetividade, viabilidade e estratégias de implementação dessas intervenções nesse nível de atenção. |
|
Description:
|
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Medicina. |
|
URI:
|
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/273539
|
|
Date:
|
2026-05-19 |
Files in this item
This item appears in the following Collection(s)
Show full item record
Search DSpace
Browse
-
All of DSpace
-
This Collection
My Account
Statistics
Compartilhar