As Holdings Familiares e o Problema da Fraude Contra Credores: consequências jurídicas e repercussões patrimoniais
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Title:
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As Holdings Familiares e o Problema da Fraude Contra Credores: consequências jurídicas e repercussões patrimoniais |
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Author:
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Naisser, Jamile de Moraes
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Abstract:
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O presente Trabalho de Conclusão de Curso analisa as Holdings Familiares e as implicações
jurídicas decorrentes de sua utilização indevida como instrumento de fraude contra credores.
A pesquisa objetiva demonstrar que a constituição de uma holding, embora seja um
mecanismo legítimo de planejamento patrimonial e sucessório, pode ser desvirtuada para o
esvaziamento de bens, configurando um abuso da personalidade jurídica. O método de
pesquisa adotado é o dedutivo, com abordagem qualitativa, mediante a análise da legislação
civil, da doutrina especializada e de jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e de
Tribunais Estaduais (TJRS, TJPR, TJSP e TJSC). Inicialmente, o estudo aborda o conceito, as
modalidades e o papel da holding familiar, destaca a distinção jurídica entre holding pura e
mista e menciona alguns institutos jurídicos que serão analisados ao longo do trabalho, como
por exemplo autonomia da personalidade jurídica e o instituto da desconsideração da
personalidade jurídica, prevendo-se o seu afastamento em casos de desvio de finalidade ou
confusão patrimonial, o que se revela crucial para coibir a chamada blindagem patrimonial
indevida. Em um segundo momento, a pesquisa se aprofunda na análise da fraude contra
credores, diferenciando-a da fraude à execução e da simulação, bem como a distinção entre a
tutela anulatória da fraude contra credores e a desconsideração da personalidade jurídica e
detalha os pressupostos necessários para sua caracterização no Direito Civil (anterioridade do
crédito, eventus damni e consilium fraudis ou scientia fraudis). Por fim, são examinados
acórdãos que evidenciam o posicionamento do Poder Judiciário brasileiro frente à utilização
da holding familiar para lesar credores, demonstrando que o uso fraudulento ou abusivo da
autonomia patrimonial culmina na desconsideração (ou desconsideração inversa) da pessoa
jurídica, com a consequente responsabilização dos sócios e a ineficácia dos atos praticados.
Os resultados da análise indicam que a holding familiar não pode servir como escudo para
práticas ilícitas, e o reconhecimento da fraude ou do abuso da personalidade jurídica é um
remédio eficaz para preservar a garantia dos credores |
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Description:
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TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
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URI:
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https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271708
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Date:
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2025-12-04 |
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