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Abstract:
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Este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) aborda o adoecimento mental dos/as
trabalhadores/as dos serviços de saúde mental, considerando a precarização do trabalho como
um reflexo das contradições do sistema capitalista. O objetivo geral é identificar as questões
relacionadas às condições de trabalho que levam ao adoecimento mental dos/as profissionais,
propondo estratégias de prevenção e enfrentamento. A pesquisa justifica-se pela escassez de
estudos que abordem a saúde mental dos/as trabalhadores/as de serviços de saúde mental no
campo do Serviço Social. O estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa bibliográfica
de caráter exploratório, com abordagem quanti-qualitativa, fundamentada no método
dialético. Foram analisadas 18 (dezoito) produções teóricas publicadas no século XXI,
utilizando descritores como saúde mental, trabalho e precarização e Serviço Social, com
levantamento de dados na plataforma Google Acadêmico. Dentre os resultados destacou-se
que o adoecimento mental dos/as trabalhadores/as está intrinsecamente relacionado à
sobrecarga de trabalho, à falta de recursos materiais e humanos, ao ambiente laboral hostil e à
ausência de suporte institucional. Essas condições revelam a precarização do trabalho nos
serviços de saúde mental, marcada por relações laborais instáveis e pela intensificação das
demandas, amplificadas pela lógica produtivista do capitalismo contemporâneo. Além disso,
observou-se que o desgaste físico e emocional desses/as profissionais compromete não apenas
sua saúde mental, mas também a qualidade do atendimento aos usuários dos serviços de saúde
mental. As discussões apontam que a precarização resulta de um modelo de trabalho que
privilegia a redução de custos em detrimento do cuidado integral. As relações de trabalho são
atravessadas por contradições, como a desvalorização salarial, a intensificação das jornadas e
a falta de reconhecimento profissional. Nesse sentido, o impacto sobre a saúde mental dos/as
trabalhadores/as manifesta-se em transtornos como depressão, ansiedade e síndrome de
burnout, reforçando a necessidade de ações estruturais no âmbito organizacional e político.
Conclui-se pela necessidade urgente de implementação de estratégias integradas de
enfrentamento, destacando-se a valorização e o reconhecimento profissional, a criação de
ambientes laborais saudáveis, a ampliação de políticas públicas que assegurem melhores
condições de trabalho e o fortalecimento de redes de suporte psicossocial. O estudo contribui
para o enriquecimento do debate acadêmico sobre a saúde mental no contexto laboral, além de
fornecer subsídios para futuras pesquisas e intervenções no campo do Serviço Social e saúde
mental. Ao discutir as intersecções entre trabalho e saúde mental, o estudo visa promover
transformações que possibilitem condições mais justas e humanas para os/as profissionais que
atuam nos serviços de saúde mental. |