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Abstract:
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Este trabalho investiga a sucessão feminina em empresas familiares, mapeando
estratégias e condições que favorecem a ascensão de filhas à liderança.
Realizou-se revisão narrativa (2000–2025) nas bases Web of Science, Scopus,
EMBASE, SciELO e Redalyc. Dos 47 registros identificados, 16 estudos
compuseram o corpus após triagem e leitura integral. A análise interpretativa
organizou-se em categorias descritivas (autores, métodos, amostras, contextos) e
substantivas (preparação da sucessora, mentoria, planejamento sucessório,
abertura cultural/organizacional e barreiras). Os achados mostram que combinações
coordenadas de práticas: designação explícita da sucessora; trilhas de
desenvolvimento com rotação/bridging e exposição a decisões e stakeholders;
mentoria com patrocínio (parental e/ou externa) e abertura de redes; visão
compartilhada traduzida em rotinas e fóruns; e planejamento com conteúdo
(critérios, cronograma de phase-in/phase-out, governança ativa), superam ações
isoladas. Tais combinações reduzem ambiguidade de papéis, encurtam o “período
de teste” e fortalecem legitimidade por desempenho, mitigando barreiras recorrentes
(estereótipos de gênero, viés de primogenitura, falta de apoio, resistência à
mudança e conflitos geracionais). Conclui-se que “pacotes integrados” de práticas,
acompanhados por metas e indicadores (autonomia decisória, continuidade de
clientes-chave, presença em fóruns e clareza de papéis), elevam a probabilidade de
transições bem-sucedidas. Recomenda-se avaliar essas arquiteturas em estudos
longitudinais/experimentais e ampliar a base empírica latino-americana para
qualificar diretrizes de governança e políticas organizacionais. |