| Title: | Força muscular respiratória e o tempo em comportamento sedentário: uma análise em adolescentes escolares |
| Author: | Fernandes, Amanda de Oliveira |
| Abstract: |
Introdução: O comportamento sedentário (CS) tem sido associado a prejuízos funcionais e metabólicos em diferentes faixas etárias, mas seu impacto sobre a força muscular respiratória (FMR) em adolescentes ainda não é claro. Objetivo: Investigar a associação entre o tempo gasto em CS e a FMR em adolescentes escolares. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com adolescentes entre 15 e 18 anos da rede pública estadual de ensino de Araranguá-SC. A força muscular respiratória (FMR), desfecho do estudo, foi mensurada pela manovacuometria digital, por meio da pressão média máxima nos testes de pressão inspiratória máxima (PMedMÁX_PImáx) e pressão expiratória máxima (PMedMÁX_PEmáx). O tempo gasto em CS, variável de exposição, foi determinado por meio da acelerometria. Adicionalmente, foram avaliadas características sociodemográficas, antropométricas, nível de atividade física (AF) e função pulmonar para a caracterização da amostra e ajuste dos modelos de regressão. O tempo gasto em AF moderada a vigorosa foi mensurado por meio de acelerometria e a função pulmonar por meio da espirometria. Os dados foram analisados por estatística descritiva (média±desvio-padrão ou mediana (P25-P75) e inferencial, utilizando testes de normalidade, comparação por sexo (Mann-Whitney e t de Student) e modelos de regressão linear bruta e ajustada. Foi considerado significativo p < 0,05. Resultados: Participaram do estudo 95 adolescentes (52,6% do sexo feminino), com mediana de idade de 16 anos (P16?17). O tempo médio em CS foi de 11,2 (10,5?11,7) horas por dia, sem diferença significativa entre os sexos (p = 0,19). Os meninos apresentaram maiores valores de PMedMÁX_PImáx (p = 0,02). Não foram observadas associações significativas entre o tempo em CS e FMR, tanto nos modelos brutos [PMedMÁX_PImáx (p = 0,568) e PMedMÁX_PEmáx (p = 0,796)], quanto nos ajustados [PMedMÁX_PImáx (p = 0,416) e PMedMÁX_PEmáx (p = 0,681)]. Conclusão: Não foi identificada associação significativa entre o CS e a FMR. Ainda assim, observou-se um tempo elevado em CS. A ausência de associação pode estar relacionada ao tamanho amostral, que talvez não tenha sido suficiente para detectar associações de pequena magnitude. Além disso, a baixa variabilidade nos dados de FMR e o perfil saudável dos participantes podem ter atenuado o impacto do CS sobre a musculatura respiratória. Abstract: Introduction: Sedentary behavior (SB) has been associated with functional and metabolic impairments across different age groups, but its impact on respiratory muscle strength (RMS) in adolescents remains unclear. Objective: To investigate the association between time spent in SB and RMS in school-aged adolescents. Methods: This was a cross-sectional study conducted with adolescents aged 15 to 18 years enrolled in public high schools in Araranguá, Santa Catarina, Brazil. Respiratory muscle strength (RMS), the study?s outcome, was measured using digital manovacuometry, through the average maximal pressure in the maximal inspiratory pressure test (PMedMAX_PImáx) and maximal expiratory pressure test (PMedMAX_PEmáx). Time spent in SB, the exposure variable, was determined using accelerometry. Additionally, sociodemographic, anthropometric, physical activity (PA) level, and pulmonary function characteristics were assessed for sample characterization and adjustment of regression models. Time spent in moderate-to vigorous physical activity (MVPA) was measured by accelerometry while pulmonary function through spirometry. Data were analyzed using descriptive statistics (mean ± standard deviation or median [P25?P75]) and inferential statistics, including normality tests, sex-based comparisons (Mann-Whitney and Student?s t-tests), and crude and adjusted linear regression models. A significance level of p < 0.05 was adopted. Results: A total of 95 adolescents participated in the study (52.6% female), with a median age of 16 years (P16?17). The average time spent in SB was 11.2 (10.5?11.7) hours per day, with no significant difference between sexes (p = 0.19). Boys presented higher PMedMAX_PImáx values (p = 0.02). No significant associations were observed between SB time and RMS, either in the crude models [PMedMAX_PImáx (p = 0.568) and PMedMAX_PEmáx (p = 0.796)] or in the adjusted models [PMedMAX_PImáx (p = 0.416) and PMedMAX_PEmáx (p = 0.681)]. Conclusion: No significant association was found between SB and RMS. Nevertheless, a high amount of time spent in SB was observed. The lack of association may be related to the sample size, which may have been insufficient to detect small effect sizes. Furthermore, the low variability in RMS data and the overall healthy profile of the participants may have attenuated the impact of SB on respiratory muscles. |
| Description: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Araranguá, 2025. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269170 |
| Date: | 2025 |
| Files | Size | Format | View |
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| PGCR0099-D.pdf | 1.484Mb |
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