Boa parte da água que abastece Florianópolis vem da Lagoa do Peri. Para estimarmos a quantidade disponível e a qualidade dessa água, é essencial entendermos as características dos rios que drenam para a Lagoa. O objetivo deste trabalho é analisar o fluxo de água dos rios de cabeceira na trilha Caminho da Gurita utilizando ciência cidadã. Essa trilha fica à beira da Lagoa do Peri e suas cachoeiras são muito visitadas. Foram instaladas 4 réguas linimétricas para medir o nível da água no rio. E instalamos 10 placas ao longo da trilha com perguntas sobre as condições de escoamento da água nos rios. Apenas com um celular na mão, os cidadãos podem participar respondendo às perguntas das placas via WhatsApp e enviando fotografias das réguas. Três placas têm perguntas sobre a umidade do solo. Outras duas perguntam sobre a possibilidade de ouvir ou ver a água. As quatro placas que acompanham as réguas para medição de nível instruem os cidadãos a fotografá-las. Como resultados, foram recebidas 157 respostas às perguntas e 107 fotos das réguas. O engajamento do público foi satisfatório para a coleta de dados. Comparando as respostas enviadas em um mesmo dia, notou-se baixa concordância sobre a cor e presença de água. Por outro lado, as fotos das réguas possibilitaram determinar com acurácia o nível de água dos rios. O trabalho desenvolveu e divulgou os resultados no site “Águas do Peri: Conectando Ciência e Cidadãos”. O estudo demonstra que estratégias de ciência cidadã possibilitam a criação de uma base de dados hidrológicos.
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Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica.
Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Tecnológico Científico. Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental.