O presente trabalho teve como objetivo isolar e caracterizar o espilantol, uma alcamida presente em
Acmella oleracea (jambú), visando sua posterior modificação estrutural via reação de Diels-Alder para
potencializar suas propriedades farmacológicas. O estudo justifica-se pelas diversas atividades biológicas
associadas a esse composto, incluindo efeitos anti-inflamatórios, antimicrobianos e antimutagênicos, pre-
viamente descritos na literatura. Para o isolamento, foram avaliadas três metodologias cromatográficas
distintas: o método modificado de Mbeunkui et al. com pH zone refining, o método modificado de Popp
et al. e o método modificado de Grymel et al. Dentre essas, apenas a primeira metologia demonstrou
resultados promissores, com a identificação de frações contendo espilantol (A-23 e A-25) por cromato-
grafia em camada delgada (CCD) e ressonância magnética nuclear (RMN). No entanto, a presença de
impurezas nessas frações, atribuída à complexidade da matriz vegetal e à diferença de polaridade entre
os solventes utilizados, limitou a obtenção de um composto puro. Adicionalmente, o estudo enfrentou
desafios técnicos, como a falha no equipamento, que impactaram a eficiência da separação. Apesar das
limitações, os resultados destacam a viabilidade do método de Mbeunkui et al. para o isolamento do
espilantol, desde que otimizado, e reforçam a necessidade de melhorias nos protocolos de purificação para
estudos futuros. Além disso, a realização deste projeto proporcionou uma rica experiência de aprendizado,
especialmente no domínio das técnicas cromatográficas, análise espectroscópica e no enfrentamento de
desafios experimentais comuns em pesquisa com produtos naturais. Este trabalho não apenas contribui
para o entendimento das técnicas de isolamento de compostos bioativos, mas também abre caminho para
investigações subsequentes sobre a hemi-síntese do espilantol e a avaliação de seus análogos modificados.