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Abstract:
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Introdução: O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres no
Brasil e no mundo, excluindo os tumores de pele não melanoma. Estima-se que no Brasil
cerca de 50 mulheres morrem diariamente em decorrência da doença. O diagnóstico definitivo
depende da análise histopatológica de amostras obtidas por biópsias cirúrgicas ou por core
biopsy, geralmente indicadas diante de achados radiológicos suspeitos, classificados como BIRADS 4 ou 5. Objetivo: Analisar a indicação de biópsias mamárias, comparando os
resultados histopatológicos das lesões com o risco de malignidade previsto pela categoria BIRADS, com ênfase na estratificação da categoria BI-RADS 4. Métodos: Estudo descritivo e
transversal baseado na análise de dados registrados no SULAP/HU-UFSC/EBSERH
referentes ao ano de 2023. As variáveis analisadas incluíram: idade, sexo, categoria BIRADS, tipo de amostra, lateralidade da lesão, achado radiológico, tipo de doença, presença de
microcalcificações histológicas, grau histológico de Nottingham, expressão de receptores
hormonais (RE, RP), HER2/CERB, índice de proliferação celular (Ki-67), subtipo histológico
e subtipo imunofenotípico. Resultados: Dos achados de imagem analisados, 14,9% foram
classificados como BI-RADS 4 sem estratificação. O teste diagnóstico realizado sem
estratificação apresentou uma acurácia de 29,87%, enquanto a acurácia do grupo com
estratificação dos achados de imagem foi significativamente maior, alcançando 47,68%.
Conclusão: A estratificação da categoria BI-RADS 4 permitiu uma correlação mais precisa
entre a suspeita radiológica e os achados histopatológicos, resultando em maior acurácia
diagnóstica nas indicações de biópsia. Esse processo alinha-se ao conceito de prevenção
quaternária e promove condutas clínicas mais assertivas e a redução de intervenções
desnecessárias. |