| Title: | Da negritude excluída do poder, ao garantismo constitucional de Ferrajoli: caminhos para a equidade a partir das ações afirmativas no Poder Judiciário |
| Author: | Morais, Matheus Lopes |
| Abstract: |
O presente trabalho tem por objetivo promover uma leitura do Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010) à luz da teoria garantista de Luigi Ferrajoli, com foco na política de ações afirmativas no Poder Judiciário, especialmente em relação à ocupação de cargos da magistratura por pessoas negras. A partir da premissa de que o direito historicamente operou como instrumento de legitimação das desigualdades raciais no Brasil, a pesquisa analisa os mecanismos legais que estruturaram a exclusão da população negra dos espaços de poder, investigando os efeitos da escravidão, da marginalização urbana e das ideologias racialistas na formação das instituições jurídicas brasileiras. O trabalho é dividido em três eixos. O primeiro aborda o papel do direito na manutenção das desigualdades raciais e na exclusão de corpos negros dos espaços decisórios do Estado. Em seguida, analisa a implementação de políticas públicas no pós-Estatuto da Igualdade Racial, com destaque para a revogada Lei nº 12.990/2014 e sua sucessora, a Lei nº 15.142/2025, bem como os atos normativos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltados à promoção da equidade racial na magistratura. Por fim, realiza uma análise crítica desse arcabouço normativo, sob a perspectiva do garantismo jurídico, discutindo sua potencialidade como instrumento de concretização do princípio da igualdade racial. A pesquisa utiliza métodos qualitativos e quantitativos, a partir da análise de relatórios do CNJ, e se ancora teoricamente na crítica antirracista de autores como Silvio Almeida, Dora Lúcio Bertulio, Eunice Prudente, Achille Mbembe e Allyne Silva. A conclusão aponta para os limites e possibilidades das ações afirmativas no Poder Judiciário frente à herança histórica do racismo estrutural, defendendo que o garantismo, ao exigir a efetividade prática dos direitos, impõe ao Estado o dever de adotar medidas concretas para reduzir as desigualdades raciais. El objetivo de este trabajo es promover una lectura del Estatuto de la Igualdad Racial (Ley nº 12.288/2010) a la luz de la teoría garantista de Luigi Ferrajoli, con foco en la política de acción afirmativa en el Poder Judicial, especialmente en relación a la ocupación de cargos judiciales por personas negras. Partiendo de la premisa de que el derecho ha operado históricamente como instrumento de legitimación de las desigualdades raciales en Brasil, la investigación analiza los mecanismos jurídicos que han estructurado la exclusión de la población negra de los espacios de poder, investigando los efectos de la esclavitud, la marginalización urbana y las ideologías racialistas en la formación de las instituciones jurídicas brasileñas. El trabajo se divide en tres ejes. El primero examina el papel de la ley en el mantenimiento de las desigualdades raciales y en la exclusión de los cuerpos negros de los espacios de decisión del Estado. A continuación, analiza la implementación de políticas públicas en el post Estatuto de la Igualdad Racial, con énfasis en la derogada Ley nº 12.990/2014 y su sucesora, la Ley nº 15.142/2025, así como los actos normativos del Consejo Nacional de Justicia (CNJ) destinados a promover la equidad racial en el poder judicial. Por último, realiza un análisis crítico de este marco normativo desde la perspectiva de la garantía jurídica, discutiendo su potencial como instrumento para la realización del principio de igualdad racial. La investigación utiliza métodos cualitativos y cuantitativos, a partir del análisis de los informes del CNJ, y se ancla teóricamente en la crítica antirracista de autores como Silvio Almeida, Dora Lúcio Bertulio, Eunice Prudente, Achille Mbembe y Allyne Silva. La conclusión señala los límites y las posibilidades de la acción afirmativa en el Poder Judicial frente al legado histórico del racismo estructural, argumentando que el garantismo, al exigir la efectividad práctica de los derechos, impone al Estado el deber de adoptar medidas concretas para reducir las desigualdades raciales. |
| Description: | TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Direito. |
| URI: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/266571 |
| Date: | 2025-07-03 |
| Files | Size | Format | View |
|---|---|---|---|
| Versão final TCC - 2 (4).pdf | 1.636Mb |
View/ |