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Abstract:
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Introdução: Existe uma lacuna na literatura nacional acerca de métodos eficazes na intervenção de crianças com transtorno motor de fala, sobretudo com Atraso Motor de Fala. A implementação do Rapid Syllable Transition Training - ReST baseada no uso de pseudopalavras para automatizar, generalizar e aprimorar a coarticulação durante a fala apresentou melhora no desempenho de produção em crianças com apraxia de fala. Objetivo: Este estudo teve como objetivo verificar o desempenho de fala de um adolescente com atraso motor de fala após intervenção com a terapia ReST. Método: Trata-se de um estudo de caso, de caráter longitudinal, quantitativo e qualitativo, que foi realizado em um indivíduo, com idade entre 12 e 18 anos, com o português brasileiro como língua materna; com diagnóstico prévio de atraso motor de fala. A terapia sustentada pelo método ReST foi realizada em dois ciclos, com doze atendimentos cada e duração de sessenta minutos, totalizando vinte e quatro sessões (duas ou três vezes por semana), para cada ciclo foram selecionados 4 fonemas alvos, estes sendo: /l/, /s/, /k/, /ʒ/ e /bl/, /ʃ/, /z/, /r/, para o primeiro e segundo bloco, respectivamente. As sessões foram organizadas em um bloco de fase de treinamento e cinco blocos de fase prática com 20 pseudopalavras, totalizando 100 produções na sessão. Para análise quantitativa, foi aplicada a coleta de acompanhamento por meio da contagem de acertos das pseudopalavras, que é definida pelo acerto simultâneo do acento, fonema e coarticulação. A análise qualitativa definida pela classificação do Grau de Inteligibilidade de Fala (GIF) foi baseada nos resultados obtidos através da Avaliação Fonológica da Criança (AFC) antes e após intervenção. Resultados: A partir de uma análise perceptiva auditiva, foi possível observar que o paciente apresentava um grau de inteligibilidade regular antes da intervenção, evoluindo para uma boa compreensão após tal período. Dessa maneira, após as 24 sessões o paciente foi capaz de adquirir a produção isolada de todos os fonemas e a produção encadeada na fala espontânea dos sons, exceto do /r/, que foi adquirido parcialmente. Ademais, a porcentagem de acerto da emissão das palavras no segundo ciclo evoluiu de 15% na primeira sessão até 87% na décima segunda. Ao decorrer da intervenção esses marcadores foram de 8,75%, 7%, 32%, 36%, 46%, 52%, 60%, 61% e 76% das sessões 2 à 11. Conclusão: A terapia com ReST mostrou-se eficaz em um adolescente com diagnóstico de AMF, entretanto, sugere-se, aplicar nova terapia Rest com o mesmo adolescente com a evolução de frases e verificar se a retenção e generalização do fonema /r/ acontece, assim como de outros fonemas não trabalhados. Faz-se necessário ampliar o uso da metodologia em sujeitos com diagnóstico de AMF a fim de verificar a eficácia do ReST. |