Gradiência na fala infantil: caracterização acústica de segmentos plosivos e fricativos e evidências de um período de "refinamento articulatório

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Gradiência na fala infantil: caracterização acústica de segmentos plosivos e fricativos e evidências de um período de "refinamento articulatório

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Título: Gradiência na fala infantil: caracterização acústica de segmentos plosivos e fricativos e evidências de um período de "refinamento articulatório
Autor: Cristofolini, Carla
Resumo: Esta tese tem por objetivo principal apontar as características acústicas dos segmentos plosivos e fricativos do português brasileiro, observadas na fala infantil (dos 6 aos 12 anos de idade), buscando verificar se, após o "término" da aquisição fonológica, ainda existe um período de refinamento articulatório. Para tanto, foram realizadas gravações de fala de crianças de 6 anos, 8 anos, 10 anos e 12 anos, bem como de um grupo de adultos, usado como referência, a partir de um corpus especialmente elaborado para esta pesquisa. No estudo fonético acústico, são analisados parâmetros quantitativos (como taxa de elocução dos falantes, VOT, duração total e relativa dos segmentos e momentos espectrais: centroide, variância, assimetria e curtose) e qualitativos (nos quais são analisadas características não descritas habitualmente na literatura para os segmentos em questão - aqui chamadas de "especificidades acústicas" - e discutidas a partir da perspectiva dinâmica da Fonologia Acústico-Articulatória). Quanto à análise quantitativa, como principais resultados, têm-se diferenças estatisticamente significativas entre os grupos etários na taxa de elocução e somente nos valores absolutos de VOT para os plosivos e de duração total para os fricativos. Os parâmetros temporais relativos (VOT e duração) apresentaram diferenças estatisticamente relevantes em apenas dois segmentos ([b] e [s]), o que parece demonstrar que estejam adquiridos adequadamente desde os 6 anos de idade. Quanto à análise qualitativa, destacam-se a frequência e a distribuição da aspiração dos segmentos plosivos não vozeados e a observação de características acústicas inabituais, em um número maior no grupo de 6 anos de idade, diminuindo gradativamente com o avanço da idade. Esses achados dão indícios da gradiência do gesto articulatório, também presente na fala adulta, e parecem corroborar a hipótese de um período de refinamento articulatório, mesmo após o "término" da aquisição fonológica, uma vez que as habilidades motoras da fala vão se aprimorando até que o gesto articulatório esteja estabilizado, tanto em sua organização temporal quanto em sua magnitude. <br>
Descrição: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107506
Data: 2013


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