Aspectos epistemológicos das teorias sobre a formação do português brasileiro

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Aspectos epistemológicos das teorias sobre a formação do português brasileiro

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Title: Aspectos epistemológicos das teorias sobre a formação do português brasileiro
Author: Martins, Janete
Abstract: Esta dissertação surgiu com a ideia inicial de tentar chegar às raízes do português brasileiro, e principalmente entender sua formação. Não se trata obviamente de algo novo, pois, há alguns séculos, vários estudiosos percorrem esse rico e tortuoso caminho que é o português brasileiro. Então decidimos percorrer o caminho já trilhado, mas não necessariamente seguir as mesmas trilhas; decidimos olhar com outros olhos as bifurcações que se abriram durante os séculos de estrada, entrar em algumas e talvez abrir outras, questionando por que tal caminho foi escolhido e não o outro. É o mais curto? É o melhor? Para onde tal caminho leva? Esses questionamentos nos levaram a discutir alguns aspectos epistemológicos das teorias a respeito da formação do PB assim como o conceito de pidginização, crioulização, descrioulização, entre outros. Nosso intuito é analisar e articular linguística e epistemologicamente as teorias que tratam da formação do PB, divididas em dois polos: as internalistas (deriva linguística e seus derivados) e as externalistas (crioulística). Para tanto, usaremos critérios metateóricos com a finalidade de embasar nossos pressupostos. Ressaltamos que, para chegarmos a algum lugar percorrendo o caminho que levou à formação do PB, precisamos entender os conceitos de transmissão linguística irregular, pidgin e crioulo. Apresentaremos ainda uma definição sincrônica de crioulo, contrapondo-a às definições diacrônicas. Ao investigar e avaliar as teorias aqui apresentadas, procuramos seguir a lógica da hipótese mais econômica e os princípios da Navalha de Ockham, segundo a qual a melhor teoria é aquela que busca fazer com mais o que se pode fazer com menos, cortando as excrescências; por exemplo, não há a necessidade de buscar nas línguas crioulas ou em outras influências externas, sem fundamentos substanciais, o que se pode encontrar numa deriva interna com suas devidas motivações, se for o caso. Surge outro questionamento ao longo da pesquisa: os autores usam os mesmos termos para definir uma língua crioula? Veremos, ao longo do texto, que a resposta a essa pergunta é uma das chaves para entendermos e avaliarmos as teorias aqui investigadas. O presente trabalho, em resumo, procura mostrar as dificuldades encontradas na trilha epistemológica aberta pelas teorias sobre a formação do PB. <br>
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Linguística, Florianópolis, 2013.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/107129
Date: 2013


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