Estudo fitoquímico e biológico de canavalia rósea

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Estudo fitoquímico e biológico de canavalia rósea

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Título: Estudo fitoquímico e biológico de canavalia rósea
Autor: KREÜCH, Danieli
Resumo: O gênero Canavalia pertence à família das Leguminosas (Fabaceae), que é uma das maiores famílias do reino vegetal. A espécie Canavalia rosea, também conhecida como feijão-da-praia, é classificada como uma planta herbácea e trepadeira, que se estende ao longo das dunas da praia e em costões. Seus caules rastejantes e subterrâneos fixam-se ao substrato arenoso impedindo a movimentação da areia, e assim diminuindo a erosão do solo. Apesar do grande número de estudos realizados com as sementes de plantas do gênero Canavalia, não foram relatados nenhum estudo fitoquímico e biológico realizados com a espécie C. rosea. Dessa forma, objetiva-se o desenvolvimento de um estudo fitoquímico de C. rosea, biomonitorado pelos “bioensaios de bancada” para a avaliação da atividade alelopática, antioxidante e citotóxica. O extrato bruto hidroalcoólico (EBH) das folhas de C. rosea foi particionado com solventes de diferentes polaridades, obtendo-se as frações acetato de etila (FAe), n-butanol (FBu) e aquosa (Aq). Desta última obteve-se ainda a resina (R). A atividade citotóxica do EBH, resina e frações, foi avaliada frente ao bioensaio que utiliza Artemia salina. Às soluções etanólicas dos extratos em diferentes concentrações (100 - 1000 μg.mL-1), adicionou-se larvas de A. salina, sendo determinada a mortalidade após 24 horas. Em paralelo utilizou-se um controle positivo (K2Cr2O7) e um controle negativo (etanol:água). A concentração para matar 50% das larvas, a DL50 crônica, foi determinada através de um gráfico de mortalidade (%) em função do logaritmo da dose ministrada. A maior toxicidade frente ao teste foi obtida para a FAe, e em menor proporção para o EBH e a resina. A FBu apresentou baixa atividade citotóxica. A atividade antioxidante foi avaliada através da mistura de DPPH 0,004% com soluções dos extratos em diferentes concentrações (10 – 200 μg.mL-1). A concentração necessária para obter 50% de atividade, IC50, é determinada através do gráfico de % DPPH versus Concentração do extrato. A IC50 não foi alcançada em nenhum dos testes. Pode-se inferir que a atividade antioxidante do EBH, resina e frações são baixas, para a maior concentração testada (200 ppm). A atividade alelopática foi avaliada.A atividade alelopática foi avaliada a partir da germinação de sementes de alface (Lactuca sativa) e do crescimento da radícula e hipocótilo. O maior efeito inibidor sobre a germinação das sementes, bem como para o crescimento da radícula e do hipocótilo, foi apresentado pela FAe.Considerando que na fração acetato de etila concentrou-se atividade alelopática e citotóxica, esta foi escolhida pra um estudo fitoquímico. A FAe foi cromatografada em coluna de sílica gel e eluída com solventes de gradiente crescente de polaridade: hexano/ acetato de etila/ etanol. Após várias recristalizações das frações cromatográficas, foi isolado o flavonóide glicosilado quercetina-3-O-(6´´-O-α-ramnosil)-β-glicosídeo (Rutina). A elucidação estrutural desta substância foi realizada com base nos dados espectroscópicos de IV, RMN H1 e RMN C13, bem como por comparação com os dados da literatura. Os resultados preliminares deste estudo são promissores no sentido de procurar compostos fitotóxicos e citotóxicos, principalmente na FAe, que pode servir de modelo para a síntese de substâncias ativas. Laboratório
Descrição: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. Curso de Química.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/105189
Data: 2003


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