Óleo de amêndoa de pêssego: avaliação da técnica de extração, da qualidade dos extratos e da ampliação de escala

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Óleo de amêndoa de pêssego: avaliação da técnica de extração, da qualidade dos extratos e da ampliação de escala

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Título: Óleo de amêndoa de pêssego: avaliação da técnica de extração, da qualidade dos extratos e da ampliação de escala
Autor: Mezzomo, Natália
Resumo: A prensagem das amêndoas de pêssego resulta na obtenção de 32 % a 45 % de óleo que possui importantes propriedades terapêuticas e é muito atrativo nutricionalmente devido à baixa composição em ácidos graxos saturados e alta em ácido oléico. A técnica de extração empregada na obtenção de compostos de produtos naturais é fundamental para a definição da qualidade do produto. A extração supercrítica (ESC) é uma tecnologia alternativa que vem ganhando espaço devido aos fatores ambientais e de qualidade envolvidos. O estudo da cinética de ESC e dos efeitos causados pelas variáveis operacionais do processo permitem a definição do volume do extrator e da vazão de solvente. O estudo da ampliação de escala (AE) é de fundamental importância para a aplicação industrial de ESC, entretanto há uma grande dificuldade na definição do método de AE. O objetivo foi estudar o processo de ESC do óleo de amêndoa de pêssego, avaliando a técnica, a qualidade dos extratos, cinética e modelagem de ESC, a fim de propor métodos de AE do processo, realizando a estimativa de custos do processo. Caroços de pêssego provenientes de indústrias de conservas do estado do Rio Grande do Sul foram separados em casca e amêndoa. Esta última foi encaminhada para extrações soxhlet com diferentes solventes, hidrodestilação, maceração com fracionamento e ESC com e sem co-solvente. Avaliou-se o comportamento do rendimento global de ESC em função da temperatura e pressão de operação. Os extratos foram avaliados quanto ao perfil químico fracionado, perfil em ácidos graxos e teor de fenólicos totais. Os experimentos cinéticos de ESC visaram avaliar o efeito da pressão de operação, vazão de CO2 e tamanho de partícula nos parâmetros cinéticos e de modelagem. Os experimentos de AE foram realizados através de quatro propostas baseadas nos mecanismos de tranferência de massa envolvidos no processo. O uso do resíduo industrial amêndoa de pêssego na obtenção de óleo através da tecnologia supercrítica é um processo adequado e viável economicamente, apresentando vantagens sobre técnicas convencionais quanto à qualidade dos extratos. O estudo das técnicas convencionais permitiu selecionar o etanol como possível co-solvente de ESC. O processo de ESC é otimizado ao diminuir o tamanho das partículas e ao aumentar a vazão de CO2 e a pressão de operação. A melhor proposta de AE de ESC de óleo de amêndoa de pêssego foi através da manutenção da razão QCO2/M somente ou conjuntamente com msolv/M. A convecção se apresentou como principal mecanismo de transferência de massa e a difusão intraparticular como fator limitante. A modelagem da AE permite que se prediza curvas de ESC de óleo de amêndoa de pêssego em escala industrial e a estimativa de custos indica que o processo é viável economicamente sendo o menor custo obtido em 3 h de ESC.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos.
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/92104
Data: 2008


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