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Abstract:
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Este trabalho analisa criticamente a produção científica brasileira nas Ciências Sociais
sobre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no contexto da
inclusão escolar, no período de 2010 a 2025. A pesquisa adota abordagem qualitativa
e utiliza como procedimento metodológico a revisão de literatura sistematizada,
orientada pela análise de conteúdo, com seleção de artigos em bases acadêmicas a
partir de critérios previamente definidos. A análise organiza os estudos em categorias
como medicalização, práticas escolares e inclusão, permitindo identificar tendências
e tensões no campo. A discussão evidencia que, apesar do crescimento das
publicações sobre o tema, predomina uma perspectiva biomédica na compreensão do
TDAH, enquanto as Ciências Sociais contribuem ao problematizar essa abordagem,
destacando os processos de medicalização da infância, normalização e regulação no
ambiente escolar. Os resultados indicam que o diagnóstico é frequentemente utilizado
como principal resposta às dificuldades escolares, favorecendo processos de
rotulação e deslocando a responsabilidade das instituições educacionais para o aluno.
Verifica-se, ainda, que a inclusão escolar, embora prevista em políticas públicas,
permanece limitada na rotina escolar, sendo muitas vezes feitas de forma que apenas
formalmente ela está presente, sem transformações efetivas nas práticas
pedagógicas. Conclui-se que o TDAH deve ser visto para além de sua dimensão
clínica, como algo socialmente construído, ou seja, devemos olhar para ele também
pela parte educacional, institucional e política. |