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Abstract:
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O esporte é frequentemente caracterizado como um ambiente de elevada exigência
física e mental, no qual os atletas são constantemente submetidos a situações que requerem
controle emocional sob pressão. O presente estudo teve como objetivo investigar a associação
entre indicadores de fadiga mental (FM) e tarefas cognitivas (TC), em atletas de modalidades
esportivas. Trata-se de um estudo transversal, realizado com 101 atletas universitários
vinculados a projetos de extensão esportivos da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC). Para mensurar a FM foram utilizados a Visual Analogue Scale (VAS), a Escala de
Avaliação da Fadiga (EAF) e a Escala de Humor de Brunel (BRUMS). O desempenho
cognitivo foi avaliado por meio do Teste de Stroop, em sua versão tradicional e por aplicativo.
Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva, testes de Mann-Whitney,
correlações de Spearman e regressões lineares simples, adotando-se nível de significância de
p < 0,05. Os resultados indicaram que as mulheres apresentaram maiores níveis de fadiga (p =
0,029) e maior tempo na condição incongruente do Stroop (p = 0,003). Atletas de
modalidades individuais apresentaram maior tempo na condição de interferência do Stroop
APP (p = 0,008). Na amostra total, maiores escores de VAS associaram-se a maior tempo no
Stroop APP NC (ρ = 0,287; p = 0,004), resultado também observado nos atletas do sexo
masculino (ρ = 0,344; p = 0,010). Em atletas de modalidades coletivas, o EAF Total
associou-se positivamente ao Stroop APP NC (ρ = 0,336; p = 0,015), enquanto o BRUMS
Vigor apresentou associações negativas com o desempenho no Stroop (ρ = -0,302 a -0,314; p
< 0,05). A VAS e o EAF Total explicaram 8,8% e 12,3% da variabilidade do desempenho
cognitivo, respectivamente. Conclui-se que os maiores indicadores de FM estiveram
associados a pior TC, especialmente em atletas de modalidades coletivas, reforçando a
importância do monitoramento de aspectos psicológicos e cognitivos no contexto esportivo
universitário. |