Respostas cardiovasculares, neuromusculares, cognitivas e perceptuais do treinamento de força realizado em ambientes com maior e menor poluição do ar

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Respostas cardiovasculares, neuromusculares, cognitivas e perceptuais do treinamento de força realizado em ambientes com maior e menor poluição do ar

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Title: Respostas cardiovasculares, neuromusculares, cognitivas e perceptuais do treinamento de força realizado em ambientes com maior e menor poluição do ar
Author: Würdig, Raul Cardoso
Abstract: Tem sido demonstrado que o ambiente urbano poluído, principalmente em virtude do material particulado 2,5µm (MP2,5), pode interferir nas valências fisiológicas para força, composição corporal e até mesmo parâmetros neuromusculares. Contrariamente, o exercício resistido (ER) é a tarefa recomendada para gerar adaptações positivas para tais valências. Inclusive, há indícios teóricos que suportam que os malefícios induzidos pela baixa qualidade do ar, já observados e descritos previamente em tarefas aeróbias e cíclicas, não necessariamente se aplicariam para uma sessão de ER, mesmo que em intensidade elevada. Portanto, o objetivo deste trabalho foi comparar as respostas fisiológicas agudas do ER em ambientes de diferentes concentrações de MP2,5. Para isto, participaram deste trabalho 7 homens e 9 mulheres saudáveis (22,93 ± 4,43 anos de idade) classificados como avançados em treinamento de força. Os voluntários foram avaliados em 3 sessões experimentais, sendo uma de caracterização e familiarização e duas de realização do ER em ambientes de maior ou menor concentração de MP2,5, que ocorreram de modo randomizado e contrabalanceado. Em todas as sessões de ER foram coletadas medidas cardiovasculares - frequência cardíaca e pressão arterial; o desempenho neuromuscular - salto contramovimento e arremesso de medicine-ball sentado; e medidas psicométricas e cognitivas - percepção de esforço, satisfação com a prática de exercício e função cognitiva. A análise de modelo misto com medidas repetidas não encontrou efeito de interação dos ambientes com as respostas cardiovasculares, autonômicas, neuromusculares e cognitivas do ER. Além disso, não foi encontrada diferença estatisticamente significativa entre ambientes para as medidas perceptuais quantitativas. A prática de ER em ambiente com maior e menor concentrações de MP2,5 não provocou alterações nas variáveis estudadas. É importante ressaltar que a exposição aos poluentes deve ser evitada, todavia, nossos resultados sugerem que o ER pode ser uma estratégia viável para prática, quando não for possível evitar condições de elevada poluição do ar.Abstract: It has been shown that polluted urban environments, primarily due to particulate matter 2.5µm (PM2.5), can interfere with physiological capacities related to strength, body composition, and even neuromuscular parameters. Conversely, resistance exercise (RE) is the recommended task to generate positive adaptations for such capacities. Furthermore, there is theoretical evidence supporting that the harms induced by poor air quality, previously observed and described in aerobic and cyclic tasks, would not necessarily apply to an RE session, even at high intensity. Therefore, the aim of this study was to compare the acute physiological responses to RE in environments with different concentrations of PM2.5. To this end, 7 healthy men and 9 healthy women (22.93 ± 4.43 years old) classified as advanced in strength training participated in this study. The volunteers were evaluated in 3 experimental sessions: one for characterization and familiarization, and two for performing RE in environments with higher or lower concentrations of PM2.5, which occurred in a randomized and counterbalanced order. In all RE sessions, cardiovascular measurements (heart rate and blood pressure), neuromuscular performance (countermovement jump and seated medicine ball throw), and psychometric and cognitive measures (rating of perceived exertion, exercise satisfaction, and cognitive function) were collected. The mixed-model analysis with repeated measures found no interaction effect between the environments and the cardiovascular, autonomic, neuromuscular, and cognitive responses to RE. In addition, no statistically significant difference was found between the environments for quantitative perceptual measures. The practice of RE in environments with higher and lower concentrations of PM2.5 did not cause changes in the studied variables. It is important to emphasize that exposure to pollutants should be avoided; however, our results suggest that RE may be a viable strategy for practice when avoiding conditions of high air pollution is not possible.
Description: Dissertação (mestrado) ? Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Desportos, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275311
Date: 2026


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