Docência na educação básica frente à crise socioambiental climática: perspectivas sociocientíficas e decoloniais em diálogo

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Docência na educação básica frente à crise socioambiental climática: perspectivas sociocientíficas e decoloniais em diálogo

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Title: Docência na educação básica frente à crise socioambiental climática: perspectivas sociocientíficas e decoloniais em diálogo
Author: Elias, Vanessa
Abstract: A crise socioambiental climática contemporânea exige que a educação básica se torne um espaço de sensibilização crítica e plural, capaz de formar cidadãos aptos a compreender e agir diante da complexidade do colapso ecológico. No centro desse debate, o presente estudo investiga a intersecção entre a prática docente, as orientações curriculares e as epistemologias insurgentes. A pesquisa parte do seguinte problema central: quais as compreensões de docentes da educação básica sobre a crise socioambiental climática e sua abordagem no currículo e como estas dialogam com as controvérsias sociocientíficas (CSC) e pressupostos da decolonialidade? O objetivo geral consiste em investigar as percepções docentes e a abordagem das CSC sob o prisma decolonial no currículo e na prática pedagógica. Para isso, articula-se um referencial teórico multidisciplinar que reúne autores da perspectiva anticapitalista e decolonial. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, realizada com professores das áreas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza de uma escola estadual de Santa Catarina. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi estruturadas, organizadas em três eixos (percepção da crise, inserção curricular e caminhos de enfrentamento), e da análise documental do Currículo Base do Ensino Médio do Território Catarinense, utilizando a Análise Textual Discursiva (ATD) como técnica de processamento. Os resultados indicam que as Controvérsias Sociocientíficas, quando lidas através de lentes decoloniais, radicalizam a educação científica ao deslocar o foco da gestão técnica para o enfrentamento da matriz de poder colonial. Conclui-se que a integração do racismo estrutural, da ancestralidade e de ontologias não-ocidentais permite superar lacunas epistêmicas e romper com o silenciamento de saberes tradicionais, conectando o conhecimento científico às realidades e estruturas de opressão vividas nos territórios.Abstract: The contemporary socio-environmental climate crisis demands that basic education becomes a space for critical and plural sensitization, capable of forming citizens equipped to understand and act in the face of the complexity of ecological collapse. At the heart of this debate, this study investigates the intersection between teaching practice, curricular guidelines, and insurgent epistemologies. The research stems from the following central problem: what are the understandings of basic education teachers regarding the socio-environmental climate crisis and its approach in the curriculum, and how do these dialogue with socio-scientific controversies (SSC) and decolonial assumptions? The general objective is to investigate teacher perceptions and the approach to SSC through a decolonial lens within the curriculum and pedagogical practice. To this end, a multidisciplinary theoretical framework is articulated, bringing together authors from anti-capitalist and decolonial perspectives. Methodologically, this is a qualitative and exploratory study conducted with teachers in the fields of Humanities and Natural Sciences at a state school in Santa Catarina (Brazil). Data were collected through semi-structured interviews, organized into three axes (perception of the crisis, curricular inclusion, and paths for confrontation), and the documentary analysis of the High School Base Curriculum of the Territory of Santa Catarina, using Discursive Textual Analysis (DTA) as the processing technique. The results indicate that Socio-scientific Controversies, when read through decolonial lenses, radicalize science education by shifting the focus from mere technical management toward confronting the colonial matrix of power. It is concluded that the integration of structural racism, ancestrality, and non-Western ontologies allows for overcoming epistemic gaps and breaking the silencing of traditional knowledge, authentically connecting scientific knowledge to the realities and structures of oppression experienced within the territories.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Florianópolis, 2026.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275144
Date: 2026


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