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Abstract:
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O setor de transportes configura-se como uma das principais fontes de emissão de
poluentes atmosféricos e gases de efeito estufa no Brasil, cenário agravado pela
predominância do modal rodoviário e pelo uso de combustíveis fósseis. No município
de Joinville, esse contexto é intensificado pela forte motorização individual e pela
ausência de monitoramento atmosférico contínuo. Diante disso, este trabalho tem
como objetivo elaborar um inventário espacializado de emissões veiculares para os
poluentes CO, CO₂, HC, NOx, NH₃, PM₂,₅ e PM₁₀, com foco no município de Joinville
no ano-base 2025. Adota-se a abordagem bottom-up, implementada por meio do
modelo computacional VEIN (Vehicular Emissions Inventories), com dados de frota do
SENATRAN, fatores de emissão do CETESB e malha viária digitalizada do município.
A frota circulante foi estimada em 326.882 veículos por meio de curvas de
sobrevivência, representando 66,81% da frota cadastral. Os resultados indicam que o
monóxido de carbono constitui o poluente local de maior carga mássica (2.245,69
t/ano), com as motocicletas respondendo por 49,9% dessas emissões. As emissões
de CO₂ totalizaram 462.620,45 t/ano, enquanto os óxidos de nitrogênio (1.151,10
t/ano) concentraram-se desproporcionalmente na frota a diesel. A espacialização
revelou dupla natureza no perfil de emissões de poluentes em que nas vias centrais
são associadas a veículos leves e nos corredores logísticos associadas à frota diesel. |