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Abstract:
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O presente trabalho analisa o impacto da inclusão do Bitcoin em carteiras otimizadas
compostas por ações do mercado brasileiro. Foram implementados os modelos de
Teoria Moderna do Portfólio e Teoria Modera do Portfólio ajustada pelo modelo
Black-Litterman, comparando carteiras tradicionais (somente ações) com carteiras
híbridas (ações + Bitcoin) no período 2022-2025. A amostra incluiu nove ações
brasileiras de alta liquidez e o Bitcoin. As carteiras foram otimizadas por critérios de
mínima variância e máximo Índice de Sharpe, e avaliadas pelas métricas de retorno
esperado, volatilidade, Índice de Sharpe e Medida Ômega. Os resultados
demonstram que a inclusão do Bitcoin reduziu a volatilidade entre 4,81% e 9,71%,
com alocações ótimas variando de 9,97% a 18,77%. O Índice de Sharpe aumentou
em todos os métodos, com ganhos de 5,85% a 66,67%. O modelo da Teoria
Moderna do Portfólio apresentou desempenho superior ao modelo de BlackLitterman. A análise de robustez temporal revelou instabilidade em horizontes curtos,
reforçando a importância de estratégias de longo prazo. Conclui-se que o Bitcoin
pode melhorar a relação risco-retorno de carteiras brasileiras, mas requer gestão
prudente considerando instabilidade temporal e custos de implementação. |