| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Silva, Janine Gomes da |
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| dc.contributor.author |
Ferraz, Guilherme Hoepers |
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| dc.date.accessioned |
2025-12-10T20:44:25Z |
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| dc.date.available |
2025-12-10T20:44:25Z |
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| dc.date.issued |
2025-12-04 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270826 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, História. |
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| dc.description.abstract |
Esta monografia examina a Lei da Anistia de 1979 como elemento estruturante das
políticas de memória e dos limites da justiça de transição no Brasil contemporâneo. A
pesquisa tem como objetivo compreender de que modo a anistia, concebida como
instrumento de reconciliação nacional, consolidou práticas institucionais que
favoreceram a impunidade e moldaram a forma pela qual o Estado e a sociedade
lidam com o legado da ditadura (Iasi; Coutinho, 2014). A investigação utiliza
metodologia qualitativa, articulando análise histórica, documental e bibliográfica, com
base em fontes primárias e secundárias, incluindo legislação, decisões judiciais,
relatórios oficiais, registros de movimentos sociais e estudos especializados. A análise
final da pesquisa demonstra que a anistia ultrapassa seu caráter jurídico ao funcionar
como um dispositivo de memória que orienta narrativas públicas sobre o passado
autoritário. Ao equiparar as ações de opositores e de agentes estatais responsáveis
por graves violações de direitos humanos, a lei institucionalizou o esquecimento e
limitou iniciativas de responsabilização penal. A análise revela que a manutenção
desse pacto de impunidade influenciou diretamente a implementação fragmentada
das políticas de verdade, reparação e memória durante a redemocratização.
Episódios como o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental n.º 153 no Supremo Tribunal Federal e a condenação do Estado
brasileiro no caso Gomes Lund pela Corte Interamericana evidenciam a tensão entre
a interpretação interna da anistia e as exigências internacionais de justiça. O estudo
também avalia o papel dos movimentos sociais e das instituições de memória,
destacando como disputas simbólicas e políticas contribuíram para construir,
questionar ou fragilizar a memória pública da ditadura. O abandono do Memorial da
Anistia e a descontinuidade das políticas de direitos humanos ilustram a instabilidade
dessa agenda no país. Os resultados indicam que a memória da anistia permanece
como campo disputado entre projetos de esquecimento e reivindicações pelo direito à
verdade e à justiça. Conclui-se que enfrentar criticamente o legado da anistia é
fundamental para o fortalecimento da democracia e para a consolidação de uma
política pública de memória que reconheça as vítimas e enfrente as continuidades
autoritárias ainda presentes na vida institucional brasileira. |
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| dc.description.abstract |
This monograph examines the 1979 Amnesty Law as a structuring element of memory
policies and of the limits of transitional justice in contemporary Brazil. The research
aims to understand how amnesty, conceived as an instrument of national
reconciliation, consolidated institutional practices that favored impunity and shaped the
ways in which the State and society deal with the legacy of the dictatorship (Iasi;
Coutinho, 2014). The study employs a qualitative methodology, combining historical,
documentary, and bibliographic analysis based on primary and secondary sources,
including legislation, judicial decisions, official reports, records of social movements,
and specialized studies. The final analysis of the research demonstrates that amnesty
goes beyond its legal character by functioning as a memory device that guides public
narratives about the authoritarian past. By equating the actions of regime opponents
with those of state agents responsible for severe human rights violations, the law
institutionalized forgetting and limited initiatives for criminal accountability. The
analysis reveals that the preservation of this pact of impunity directly influenced the
fragmented implementation of truth, reparation, and memory policies during the
redemocratization process. Episodes such as the judgment of Claim of Noncompliance
with a Fundamental Precept No. 153 by the Federal Supreme Court and the conviction
of the Brazilian State in the Gomes Lund case by the Inter-American Court highlight
the tension between the domestic interpretation of amnesty and international demands
for justice. The study also evaluates the role of social movements and memory
institutions, emphasizing how symbolic and political disputes contributed to shaping,
questioning, or weakening the public memory of the dictatorship. The abandonment of
the Amnesty Memorial and the discontinuity of human rights policies illustrate the
instability of this agenda in the country. The results indicate that the memory of
amnesty remains a contested field between projects of forgetting and claims for the
right to truth and justice. The study concludes that critically confronting the legacy of
amnesty is essential for strengthening democracy and for consolidating a public
memory policy that recognizes victims and addresses the authoritarian continuities still
present in Brazilian institutional life. |
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| dc.format.extent |
107 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Anistia |
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| dc.subject |
Justiça de Transição |
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| dc.subject |
Brasil |
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| dc.title |
Anistia e impunidade: dilemas da Justiça de Transição no Brasil contemporâneo |
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| dc.type |
TCCgrad |
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