| dc.contributor |
Universidade Federal de Santa Catarina. |
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| dc.contributor.advisor |
Valim, Alexandre Busko |
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| dc.contributor.author |
Bortolatto, Marina de Oliveira |
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| dc.date.accessioned |
2025-12-10T17:47:33Z |
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| dc.date.available |
2025-12-10T17:47:33Z |
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| dc.date.issued |
2025-12-04 |
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| dc.identifier.uri |
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270808 |
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| dc.description |
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, História. |
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| dc.description.abstract |
O filme Oppenheimer (2023), um sucesso de bilheteria sobre o cientista criador da bomba
atômica, conquistou o público mundial e reanimou o interesse pela discussão sobre energia
atômica e seus desdobramentos éticos, políticos e sociais. Este trabalho busca analisar como
Oppenheimer, dirigido por Christopher Nolan, representa o bombardeio atômico de
Hiroshima e Nagasaki e reelabora simbolicamente a memória do evento, considerando seus
aspectos de construção narrativa, produção e recepção no contexto contemporâneo. A
pesquisa articula a análise fílmica com a discussão historiográfica, utilizando como base a
abordagem da História Social do Cinema, e mobilizando teorias de memória coletiva de
Maurice Halbwachs e Michael Pollak, para compreender o cinema como agente ativo na
construção de memórias históricas. Como procedimentos metodológicos, realizou-se
decupagem do filme, identificando 125 sequências narrativas, e examinando-se sua
circulação midiática internacional através de fontes jornalísticas publicadas entre 2023 e
2025. A análise demonstra como o filme se estrutura em torno da centralidade absoluta no
protagonista, apresentando diferentes narrativas de legitimação para o bombardeio atômico
ao longo da narrativa. O trabalho de enquadramento da memória operado pelo filme
privilegia a experiência subjetiva do cientista Oppenheimer, através de recursos estéticos
como alternância entre colorido e preto e branco, close-ups recorrentes e trilha sonora
expressiva. A recepção internacional revela disputas de memória, particularmente no Japão,
onde o lançamento foi marcado por sensibilidades locais e críticas sobre apagamentos
históricos. Conclui-se que Oppenheimer não apenas representa o passado, mas intervém
politicamente no presente ao selecionar quais experiências ganham visibilidade, quais
narrativas são legitimadas e quais perspectivas permanecem sistematicamente invisibilizadas,
funcionando como pedagogia cultural que ensina às audiências contemporâneas como
recordar e significar o evento traumático da era nuclear. |
pt_BR |
| dc.description.abstract |
The film Oppenheimer (2023), a blockbuster about the scientist who created the atomic
bomb, won over audiences worldwide and rekindled interest in the discussion about atomic
energy and its ethical, political, and social ramifications. This research analyzes how
Oppenheimer, directed by Christopher Nolan, represents the atomic bombing of Hiroshima
and Nagasaki and symbolically reconstructs the memory of the event, considering its aspects
of narrative construction, production, and reception in the contemporary context. The
research articulates film analysis with historiographical discussion, using the Social History
of Cinema approach as a basis and mobilizing theories of collective memory by Maurice
Halbwachs and Michael Pollak to understand cinema as an active agent in the construction of
historical memories. As methodological procedures, the film was decoupaged, identifying
125 narrative sequences, and examining its international media circulation through
journalistic sources published between 2023 and 2025. The analysis demonstrates how the
film is structured around the absolute centrality of the protagonist, presenting different
narratives of legitimization for the atomic bombing throughout the narrative. The film's
framing of memory privileges the subjective experience of the scientist Oppenheimer through
aesthetic resources such as alternating between color and black and white, recurring
close-ups, and an expressive soundtrack. International reception reveals disputes over
memory, particularly in Japan, where the release was marked by local sensitivities and
criticism of historical erasures. It is concluded that Oppenheimer not only represents the past,
but also intervenes politically in the present by selecting which experiences gain visibility,
which narratives are legitimized, and which perspectives remain systematically invisible,
functioning as cultural pedagogy that teaches contemporary audiences how to remember and
signify the traumatic event of the nuclear age. |
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| dc.format.extent |
77 |
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| dc.language.iso |
por |
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| dc.publisher |
Florianópolis, SC. |
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| dc.rights |
Open Access. |
en |
| dc.subject |
Oppenheimer (2023) |
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| dc.subject |
Cinema e História |
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| dc.subject |
Representação da Era Nuclear |
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| dc.title |
Memória, narrativa e representação da bomba atômica no cinema: um estudo de Oppenheimer (2023) |
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| dc.type |
TCCgrad |
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