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Abstract:
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A presença majoritária de pessoas negras entre os estudantes da Educação de Jovens e
Adultos (EJA) no Brasil reflete processos históricos de exclusão educacional e desigualdade
racial. Embora a legislação brasileira reconheça o racismo como crime e institua diretrizes
para a valorização da cultura afro-brasileira nas escolas, a abordagem da questão racial na
EJA ainda ocorre de forma pontual e desarticulada. Este trabalho teve como objetivo analisar
os obstáculos para a construção de uma prática pedagógica antirracista na EJA, considerando
a ausência de formação crítica de educadores, a omissão nos projetos político-pedagógicos e a
fragilidade das políticas públicas específicas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de
natureza bibliográfica, com recorte temporal entre 2011 e 2023. O levantamento foi realizado
nos anais da ANPED e complementado por artigos da base SciELO. As produções foram
organizadas em tabelas analíticas e discutidas à luz de autores como Gomes, Arroyo,
Schucman, Passos e Bento. Os resultados indicam que a escassez de pesquisas voltadas
especificamente à EJA e racismo revela a necessidade de ampliar o debate sobre juventude
negra, pertencimento e práticas escolares na modalidade. Conclui-se que a construção de uma
EJA antirracista requer compromisso coletivo, escuta qualificada e ações pedagógicas
contínuas que reconheçam a trajetória dos estudantes negros como parte legítima da
experiência escolar. |