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Abstract:
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Com a disseminação de documentos oficiais enfatizando a importância da matemática
financeira na educação básica escolar, considera-se emergente a problematização das relações
existentes e possíveis no seu irrompimento, a fim de historicizar a constituição desse saber.
Objetiva-se, em um projeto de tese em andamento, analisar um conjunto de práticas sócioculturais
que
possibilitaram
a
emergência
da
educação
financeira
no
currículo
da
matemática
escolar.
Para
tanto,
apresenta-se
neste
artigo,
uma
análise
da
produção
de
teses
e
dissertações
brasileiras
acerca da temática, com o intuito de identificar discursos que, uma vez sendo
práticas que obedecem a regras e regimes de poder, formam a inextricável rede da constituição
histórica de um saber. O modo como se alinha a elaboração desta história é pela
arqueogenealogia segundo Michel Foucault. As práticas discursivas apresentam a ideia de que
os conteúdos de matemática financeira podem levar os alunos a dar maior significado para a
matemática ao fazer ligações com a realidade e o cotidiano, e que consiste em um saber que forma os sujeitos para o mundo do trabalho do comércio. Entretanto, esta função tem se
modificado para uma ênfase no controle das economias e consumo dos indivíduos diante da
diversificação das formas de riqueza. |