Efeitos da novidade ambiental e aumento no risco de predação sobre a vigilância, o forrageamento e a sequência comportamental de saciedade em pombos (Columba livia)

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Efeitos da novidade ambiental e aumento no risco de predação sobre a vigilância, o forrageamento e a sequência comportamental de saciedade em pombos (Columba livia)

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Title: Efeitos da novidade ambiental e aumento no risco de predação sobre a vigilância, o forrageamento e a sequência comportamental de saciedade em pombos (Columba livia)
Author: Soares, Juliane da Silva
Abstract: As relações entre a ingestão de alimentos, sequência comportamental de saciedade pós-prandial e comportamentos de vigilância antipredador foram examinadas em 2 pombos fêmeas e 4 pombos machos (Columba livia) que foram submetidos a restrição alimentar de 4 horas antes dos experimentos. Estudamos como a exposição a ambientes novos (ou estímulos estressores) afetam a Sequência Comportamental de Saciedade (SCS), e se a repetição da exposição ao ambiente novo poderia, por meio de habituação, restaurar a SCS afetada pelo estresse. Após estabelecer uma linha de base comportamental na gaiola casa (controle), estes animais foram submetidos a 10 exposições com intervalos de 7 dias, com 90 minutos cada exposição após a primeira bicada. Os experimentos foram divididos em: a) Efeitos de um ambiente desconhecido (1ª exposição) e da reexposição (2ª, 3ª e 4ª); b) Efeitos da exposição a um objeto desconhecido: 5ª exposição (pré-objeto), 6ª exposição com presença do objeto e 7ª exposição (pós-objeto); c) Efeitos da exposição a um perfil de predador: 8ª exposição (pré-predador), 9ª exposição ao predador e 10ª exposição (pós-predador). Comparações foram feitas entre a E1, exposição com o objeto e com o predador. Observamos que na primeira exposição a latência foi maior para o inicio da ingestão de limentos e manifestação de comportamentos de vigilância: espiar e escanear foram mais frequentes e duradouros no perído pré-bicada. O espiar prevaleceu na primeira exposição ao ambiente desconhecido e diminui ao longo das exposições. Os componentes da SCS: comer, beber, autolimpeza e repouso foram estáveis ao longo destes experimentos. Concuímos com este trabalho que a latência para comer pode ser um índice sensível a novidade ambiental nestes animais. Esses dados mostram que um ambiente novo e estímulos estressores não parecem causar uma verdadeira hipofagia nestes animais, afetando apenas o tempo que o animal leva para tomar a decisão de iniciar a ingestão. Esses dados devem ajudar na compreensão dos mecanismos envolvidos com flexibilidade comportamental em ambientes urbanos. Podemos dizer que para uma espécie conquistar novos ambientes envolve a flexibilidade de seus mecanismos fisiológicos (metabólicos) e comportamentais (alimentação, comportamentos defensivos).Abstract : The relationships between feeding, postprandial satiety sequence and anti-predator vigilance behaviors were examined in 6 pigeons (Columba livia). We study how exposure to new environments affect the ?behavioral satiety sequence? (BSS) and if repeated exposure to an unknown environment could, through habituation, restore BSS, affected by stress. After establishing a behavioral baseline in the home cage (control), these animals were subjected to 10 exposures at 7-day intervals. The experiments: A) Effects of an unknown environment (1st exposure) and re-exposure (2nd, 3rd and 4th); B) Effects of exposure to an unknown object: 5th exposure (pre-object), 6th exposure with presence of the object and 7th exposure (post-object); C) Effects of exposure to a predator profile: 8th exposure (pre-predator), 9th exposure to predator and 10th exposure (post-predator). Comparisons were made between E1, exposure to the object and to the predator. We note that the first exposure to latency was higher for the beginning of limentos intake and expression of behavioral surveillance: peeping and scanning were more frequent and long-lasting in the pre-nip period prescribed. Peeping prevailed at the first exposure to the unknown environment and decreased throughout the exposures. The BSS components: feeding, drinking, preening and rest were stable throughout these experiments. We conclude with this work that the latency to eat can be an index susceptible to environmental novelty in these animals. These data show that a new environment and stressor stimuli do not seem to cause true hypophagia in these animals, affecting only the time the animal takes to make the decision to start the ingestion. These data should help in understanding the mechanisms involved with behavioral flexibility in urban environments. We can say that for a species to conquer new environments involves the flexibility of its physiological (metabolic) and behavioral mechanisms (feeding, defensive behaviors).
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Neurociências, Florianópolis, 2017.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/183609
Date: 2017


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