Abstract:
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A política externa brasileira passou décadas voltada majoritariamente para o crescimento econômico do país e para a sua consolidação como nação influente no plano global. Foi preciso a superação da Guerra Fria, que influenciou diretamente na mudança de pautas na agenda mundial, e a alternância do regime militar para um regime democrático para que o país passasse a englobar questões sociais na agenda de política externa, fortalecendo sua participação em fóruns internacionais sobre direitos humanos. O principal objetivo deste trabalho é analisar a trajetória do posicionamento brasileiro nas Conferências da ONU Sobre a Mulher e compreender se essas transformações no contexto doméstico e global influenciaram a representação do Brasil na IV Conferência da ONU Sobre a Mulher (1995), em Pequim, comparando-a com a representação nas conferências anteriores (1975, 1980 e 1985). Como meio de atingir este objetivo, serão cumpridos os objetivos específicos de apresentar a trajetória do movimento feminista ocidental e brasileiro nos séculos XIX e XX; apresentar as principais pautas da agenda de política externa brasileira ao longo do século XX; caracterizar as Conferências Mundiais da ONU Sobre a Mulher, seus objetivos, decisões e conquistas; analisar a representação do Brasil nas conferências e; buscar compreender em que instâncias o movimento feminista brasileiro influenciou na representação do país |