Abstract:
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A cor dos dentes naturais é determinada pela interpretação e inter-relação das ondas de luz emitidas pelas diversas estruturas (esmalte, dentina e polpa), associadas ao ambiente em que se encontram inseridas, tais como gengiva, lábios e fundo escuro da boca. Assim, dependendo da forma como a luz incide com essas estruturas, os fatores intrínsecos e extrínsecos fazem com que os efeitos ópticos se diferenciem. Dentre esses efeitos, pode-se identificar a opacidade, opalescência, translucidez e fluorescência. Particularmente, a fluorescência é tratada como uma manifestação luminosa, na qual as moléculas, por meio da radiação eletromagnética, são excitadas e respondem emitindo luz. Em virtude disso, a fluorescência dental é um fenômeno bastante complexo de ser estudado e reproduzido, uma vez que o componente “energia luminosa invisível” dificulta o processo de estudo desse fenômeno. A fluorescência é encontrada tanto no esmalte, quanto na dentina, porém, devido ao seu maior conteúdo orgânico, aproximadamente três vezes mais, a fluorescência se mostra mais intensa na dentina, apresentando uma coloração branco-azulada. Sabe-se também que, atualmente, a estética está em evidência e, por esse motivo a fluorescência torna-se indispensável para quase todos os materiais restauradores estéticos. Esse fenômeno está diretamente relacionado com a simulação das características de policromaticidade e vitalidade encontrada nos dentes naturais. Desta forma, a necessidade de identificar, compreender e reproduzir a fluorescência nas restaurações estéticas tornou-se foco de pesquisas, fazendo com que os clínicos, ceramistas e indústrias aperfeiçoem suas técnicas e produtos. |