Vinte e nove anos de encalhes de mamíferos marinhos no litoral catarinense

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Vinte e nove anos de encalhes de mamíferos marinhos no litoral catarinense

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Título: Vinte e nove anos de encalhes de mamíferos marinhos no litoral catarinense
Autor: Vianna, Thaís dos Santos
Resumo: Os encalhes de mamíferos marinhos são frequentes mundialmente. Através destes eventos é possível conhecer dados populacionais e a diversidade de espécies, além da biologia dos animais, anatomia e funcionamento de seus sistemas. Estes conhecimentos dificilmente seriam adquiridos devido aos limites logísticos que há em se estudar estes animais vivos em seu hábitat. Este trabalho teve como objetivo avaliar a ocorrência dos encalhes de mamíferos marinhos no litoral do estado de Santa Catarina, no período de 1983 a 2011, em termos do levantamento da biodiversidade e das possíveis causas dos encalhes. Os dados de encalhes foram obtidos através da consulta das coleções científicas do Laboratório de Mamíferos Aquáticos da UFSC (LAMAQ), da Universidade da Região de Joinville (UNIVILLE) e da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). Também foi utilizado o banco de dados público do Sistema de Monitoramento de Mamíferos Marinhos (SIMMAM) e dados de jornais impressos e digitais do estado, de ampla circulação. A área de estudo compreendeu o litoral do estado de Santa Catarina, o qual foi dividido em três regiões – norte, central e sul -, sendo a região central dividida em quatro subáreas. Dos 506 registros obtidos, 485 foram utilizados para análises gerais dos grupos e 465 foram usados para análises específicas. Para os pequenos cetáceos, as espécies que encalharam com maior frequência foram Pontoporia blainvillei, Sotalia guianensis e Tursiops truncatus. Para os grandes cetáceos migratórios, a principal espécie foi Eubalaena australis, seguida por Balaenoptera acutorostrata e, com menos registros, Megaptera novaeangliae e Physeter macrocephalus. Para os pinípedes, as principais espécies registradas foram Arctocephalus australis e A. tropicalis. A maioria destas espécies apresentou registro em todas as regiões, com exceção apenas de S. guianensis e M. novaeangliae, que não mostraram registros na região sul. O predomínio de encalhes ocorreu no segundo semestre dos anos analisados e as variações sazonais e anuais para cada espécie podem ter sofrido influência de atividades antropogênicas, da ação de fenômenos climáticos como o El niño, além de patologias e causas naturais. Devido ao grande número de espécimes com sexo indeterminado, não foi possível fazer inferências quanto às proporções sexuais para a maioria das espécies. A. australis foi a única que apresentou diferença significativa na proporção sexual, apresentando mais machos que fêmeas. S. guianensis também apresentou maior número de encalhes de machos que fêmeas, porém a diferença não foi significativa. Apesar da dificuldade em se obter as causas de morte relacionadas aos encalhes, aproximadamente 26% dos encalhes de cetáceos estavam vinculados às atividades antropogênicas enquanto que 2% foram relacionados a patologias e 72% apresentaram causa desconhecida. É possível que os dados estejam subestimados, em virtude de muitos espécimes encalharem na costa em avançado estado de decomposição, não permitindo melhor avaliação da causa de morte. Esforços de coleta a longo prazo, aliados a estudos da biologia das espécies, são importantes para se monitorar a frequência e causas dos encalhes.
Descrição: TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/132680
Data: 2013


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