Atividade anti-inflamatória do ácido arjunóli-co extraído de Combretum leprosum Mart. & Eicher (Combretaceae) em camundongos

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Atividade anti-inflamatória do ácido arjunóli-co extraído de Combretum leprosum Mart. & Eicher (Combretaceae) em camundongos

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Título: Atividade anti-inflamatória do ácido arjunóli-co extraído de Combretum leprosum Mart. & Eicher (Combretaceae) em camundongos
Autor: Cabrera, Celeste Heisecke
Resumo: Combretum leprosum (mofumbo ou cipoaba) é um arbusto nativo do Brasil utilizado na medicina popular para o tratamento de hemorragias, como sedativo, cicatrizante, antiofídico e antitussígeno. Estudos fito-químicos permitiram isolar alguns flavonóides e triterpenos com ativi-dade biológica, dentre estes, o triterpeno ácido arjunólico. Existem evi-dências que indicam uma atividade anti-inflamatória deste composto, porém não existem trabalhos que descrevam tal efeito. Assim, o objeti-vo do presente estudo foi analisar o efeito anti-inflamatório do ácido arjunólico no modelo de peritonite induzida por carragenina. Foram usados camundongos Swiss adultos (25-30 g) de ambos os sexos. Os animais foram pré-tratados com ácido arjunólico (10, 30 ou 100 mg/kg, v.o.) 1h antes da injeção intraperitoneal (i.p.) de 0,5 ml de carragenina (750 μl/sítio); ou 0,5h antes, da administracao de dexametasona (contro-le positivo; 0,5 mg/kg, i.p.). Depois de 4h da injeção de carragenina os animais foram sacrificados e o exsudato coletado para a contagem de leucócitos, avaliação da permeabilidade capilar, ensaio de mieloperoxi-dase e determinar os níveis de citocinas. O ácido arjunólico produziu uma redução na migração leucocitária para a cavidade peritoneal nas doses de 30 e 100mg/kg (Imax=53±6 e 54±5%, respectivamente; e DI50≈49 mg/kg), similar a encontrada no grupo de animais tratados previamente com dexametasona. Esta redução foi representada pela diminuição na migração de polimorfonucleares (Imax=52±8 e 55±14%, respectivamente para as doses de 30 e 100 mg/kg; e DI50≈55 mg/kg). Resultados semelhantes foram obtidos no grupo controle positivo. O ácido arjunólico não foi capaz de reduzir a migração de mononucleares nem o exsudato peritoneal, reduziu significativamente os níveis de MPO (Imax=35±14 e 47±13%, respectivamente para as doses de 30 e 100 mg/kg). A carragenina aumentou os níveis das citocinas TNF-α, IL-1β e IL-6. O tratamento com o ácido arjunólico diminuiu os níveis de TNF-α (Imax=47±14% na dose de 30 mg/kg, e 56±13%, na dose de 100 mg/kg) mas não alterou os níveis de IL-1β e IL-6, enquanto o tratamen-to com dexametasona reduziu os níveis das três citocinas. Assim a ati-vidade anti-inflamatória do ácido arjunólico provavelmente ocorre de-vido à inibição da migração de neutrófilos para o sítio inflamatório e reduzir a citocina pró-inflamatória TNF-α.
Descrição: TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Biológicas. Biologia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/132578
Data: 2011


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