Abstract:
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OBJETIVO: investigar os possíveis fatores etiológicos associados ao bruxismo infantil. MÉTODOS: Este estudo transversal foi realizado com escolares na faixa etária de 5-11 anos de idade regularmente matriculados em uma escola do município de Florianópolis, SC. A amostra foi composta de 90 crianças, de ambos os sexos, as quais foram submetidas ao exame clínico seguido da aplicação de dois questionários. Um questionário foi aplicado aos pais/responsáveis e o outro ao professor da criança. O exame clínico foi realizado pelo pesquisador, devidamente calibrado, no qual foi observado o tipo de dentição, facetas de desgaste coincidentes entre as arcadas, desconfortos musculares e/ou articulares, a presença de marcas de mordida, apertamento e de ulceração, além do tipo de oclusão. Os dados da pesquisa foram analisados estatisticamente com o auxílio do software SPSS 20.0, utilizando o teste qui-quadrado com o nível de significância fixado em p<0,05. RESULTADOS: A prevalência do bruxismo encontrada foi de 35,6%. Não houve relação estatisticamente significante entre bruxismo e hábitos bucais deletérios. Foi observado também que o bruxismo não interfere no comportamento em ambiente escolar ou no processo de aprendizagem. A prevalência de má oclusão nas crianças avaliadas foi de 33% e houve relação estatisticamente significante entre bruxismo e mordida cruzada, ansiedade, ocorrência de dor de cabeça e hereditariedade. CONCLUSÃO: Concluiu-se que, das variáveis estudadas, a ansiedade, a presença de mordida cruzada, a ocorrência de dor de cabeça e a hereditariedade estão associadas ao hábito do bruxismo nas crianças avaliadas. |