Abstract:
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A região Sul do Estado de Santa Catarina é um local onde os impactos ambientais decorrentes das atividades econômicas são notáveis. Dentre essas atividades encontra-se a produção de cerâmica vermelha (telhas e tijolos). Tais empreendimentos impactam o meio ambiente desde a retirada da matéria-prima (argila), de insumos (madeira), até o processo de produção. Na produção, é efetuada a queima de combustíveis para o cozimento das peças cerâmicas. Tal queima libera uma série de poluentes na atmosfera, dentre eles: o material particulado, óxidos de nitrogênio, óxidos de enxofre, monóxido de carbono e outros. Um grande número de estudos relaciona a poluição atmosférica com a incidência de doenças respiratórias e cardíacas, bem como aumento na taxa de mortalidade. Algumas pesquisas indicam que o Sul de Santa Catarina é uma região onde a poluição atmosférica alcança níveis muito acima dos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O reduzido poder econômico da maioria das indústrias de cerâmica vermelha acaba deixando as preocupações com suas emissões atmosféricas em segundo plano. O presente trabalho visa a verificar a situação em que se encontram as olarias do sul do estado quanto às emissões atmosféricas. Para tal, foram aplicados questionários em diversas indústrias do setor, além de ser feito um levantamento das licenças ambientais junto ao órgão ambiental responsável. Verificou-se que o impacto causado por essas empresas pode ser significativo, graças à algumas constatações: baixa eficiência de remoção de seus equipamentos de controle de emissão atmosférica, tempo de operação deles e brandura da legislação |