Desinfecção de águas cinzas pelos métodos de cloração e radiação ultravioleta

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Desinfecção de águas cinzas pelos métodos de cloração e radiação ultravioleta

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Título: Desinfecção de águas cinzas pelos métodos de cloração e radiação ultravioleta
Autor: Soethe, Gabriella Caroline
Resumo: A escassez de água é um problema que atinge muitos países. Além disso, observa-se uma grande fragilidade nos sistemas públicos de abastecimento e tratamento tanto de água, como de esgoto. Diante disso, o reúso das águas cinzas apresenta-se como uma alternativa sustentável para tentar amenizar estes problemas e ainda reduzir os custos relacionados à água. As águas cinzas são as águas provenientes das unidades hidro-sanitárias, exceto a bacia sanitária, ou seja, é a água do chuveiro, lavatório, tanques e máquinas de lavar roupas. Através da reutilização destas águas para fins não potáveis, como lavagem de carros, regas de jardim, descargas em vasos sanitários, entre outros, é possível diminuir o consumo diário de água, reduzir a quantidade de esgoto gerado e, consequentemente, preservar nossos recursos hídricos. Entretanto, para que se possa reutilizar as águas cinzas de forma segura, é essencial que a mesma não possua microrganismos prejudiciais à saúde humana e a inativação destes microrganismos pode ser realizada através da desinfecção. Por este motivo, neste trabalho, avaliou-se a desinfecção das águas cinzas pelos métodos de cloração e radiação ultravioleta para fins de reúso não potáveis. Os dois métodos testados mostraram-se eficientes na inativação de Coliformes totais e Escherichia coli. Baixas concentrações de cloro obtidas a partir de pastilhas de hipoclorito de cálcio foram capazes de inativar um log de coliformes totais e E. coli, em 13 e 16 minutos, respectivamente. Para amostras com baixos valores de DQO esta inativação foi completa em apenas cinco minutos de tempo de contato. Já as análises realizadas com o reator UV, mostraram que mesmo com amostras de água cinzas com altos valores de sólidos suspensos totais e turbidez, a desinfecção pode ser bem sucedida. Através deste método, o tempo de exposição do efluente à radiação UV para inativar de um log de E. coli foi de 26 segundos, em um comprimento de onda de 254 nm. Além disso, outro experimento realizado com o reator UV revelou que o pré-aquecimento da lâmpada por 10 minutos aumenta a eficiência do sistema em 27 %.
Descrição: TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Tecnológico. Engenharia Sanitária e Ambiental.
URI: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/126172
Data: 2013


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