Representações dos jovens estudantes do curso técnico em agropecuária do CEDUP Vidal Ramos: território, família, trabalho, formação e perspectivas futuras

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Representações dos jovens estudantes do curso técnico em agropecuária do CEDUP Vidal Ramos: território, família, trabalho, formação e perspectivas futuras

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Title: Representações dos jovens estudantes do curso técnico em agropecuária do CEDUP Vidal Ramos: território, família, trabalho, formação e perspectivas futuras
Author: Preto, Mônica Quitéria Rückl; Hanff, Beatriz Bittencourt Collere
Abstract: O significado ou quem são os jovens do campo está para além da idade ou do território onde se encontram. Esses indivíduos cresceram em um ambiente marcado por disputas e lutas políticas e territoriais, que influenciaram na construção da identidade e da permanência desses jovens no campo. Neste sentido, esses jovens buscam instituições de ensino, como os Centros de Educação Profissional (CEDUPs) Agrotécnicos, para buscar uma formação que os auxilie a mudar a sua realidade, seja em busca de trabalho no meio urbano, seja aprimorando seus conhecimentos e fortalecendo a sua propriedade familiar. A educação técnica no Brasil, especialmente a agrotécnica em Santa Catarina (SC), apresenta-se como essa opção de fortalecimento da sucessão familiar ou do preparo dos jovens para o mercado de trabalho, e o Centro de Educação Profissional (CEDUP) Vidal Ramos é um desses centros. A instituição de ensino fica localizada em Marcílio Dias, na cidade de Canoinhas/SC, e atende a diversos estudantes da região do Planalto Norte Catarinense e do sul do estado do Paraná. Nesse contexto territorial e educacional pretendeu-se, neste trabalho, investigar as representações dos jovens do campo do curso técnico em agropecuária do CEDUP Vidal Ramos com base nos elementos territoriais, familiares, de trabalho, formativos e perspectivas futuras. Para a obtenção dos dados iniciais foi utilizado um questionário e foram realizadas entrevistas para aprofundamento das informações. Observou-se que o ingresso e permanência se davam, majoritariamente, pela mesma motivação, a da formação técnica, seguida pelo incentivo familiar e pelo desejo de ingresso no ensino superior. Apesar da formação tender mais para a atuação desses jovens como técnicos no mercado de trabalho, muito motivada pelo estágio obrigatório em empresas da região, metade dos jovens entrevistados pretendiam utilizar o conhecimento obtido e aperfeiçoado para permanecer e melhorar as suas propriedades familiares. Conclui-se que é necessário conhecer a trajetória e valorizar as vivências e experiências desses jovens, buscando um currículo mais próximo da realidade e uma escola mais inclusiva, especialmente com o público feminino.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/277220
Date: 2026


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